A viagem feita por um grupo de vereadores da Câmara Municipal de Franca a São Paulo para visitar a Couromoda 2015 no dia 11 de janeiro está sendo analisada pelo Ministério Público Estadual. O motivo seria o fato de a viagem ter sido custeada pelo Legislativo sem o cumprimento das exigências para a liberação das verbas.
A denúncia foi feita pelo ex-diretor geral da Câmara, José Lomônaco, depois que ele foi destituído do cargo no dia 8 de janeiro. Segundo ele, para que a viagem fosse considerada de interesse público e paga pela Câmara, seria necessária a aprovação de uma resolução, o que não teria sido respeitado.
O promotor de Justiça, Cristiano Andrade, decidiu abrir um procedimento preparatório de inquérito civil para ver se a denúncia tem algum fundamento. Ainda não houve conclusão.
O presidente do Legislativo, Marco Garcia (PPS), disse ontem que já foi notificado sobre o procedimento e deve apresentar a defesa da Câmara na próxima segunda-feira. Para ele, o fato de o grupo de vereadores viajar para a Couromoda se justifica porque a feira é considerada uma das maiores do setor e Franca tem boa parte de sua economia baseada na produção de couro e calçados.
Sobre a resolução exigida, ele disse que ela ainda não foi aprovada porque a Couromoda aconteceu em janeiro, quando a Câmara estava em recesso. “Não tinha como a gente aprovar essa resolução. Assumi dia 5 de janeiro e a feira foi dia 11”, disse.
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