Mais uma vez o Centro Pop, casa de luxo mantida pela Prefeitura para atender moradores de rua, vira palco de caso policial. Um casal de usuários brigou no local na hora do almoço. O desocupado RGS, 28, agrediu com um soco na boca a sua companheira SRS, 36. A agressão foi tão violenta ao ponto de quebrar um dente da vítima. RGS foi preso em flagrante. “Os dois estavam completamente embriagados, drogados, não tinham nem condições de falar. Ficou difícil para a gente colher o depoimento deles”, afirmou o delegado Benedito Carlos Quiodeto.
Não foi um fato isolado. A casa com dois andares, garagem para três carros, salas amplas, diversos quartos com sacada, escada de madeira, área de lazer, sala com TV de tela plana e que tem um custo mensal superior a R$ 30 mil, virou referência de confusão e reclamações até da própria polícia. As queixas vão desde perturbação do sossego, arruaça, ameaças e crimes.
Nesta semana, antes da briga que resultou na prisão em flagrante do usuário, a Polícia Civil encaminhou ofício ao Ministério Público pedindo que seja aberta ação civil pública para apurar os danos causados pelo Centro Pop. O delegado Alan Bazalha Lopes anexou ao pedido cópias de ocorrências envolvendo frequentadores do equipamento da Prefeitura.
Fazem parte da relação cópias integrais de inquéritos criminais versando sobre latrocínio, homicídio consumado, ocorrências de desacato, desobediência, vias de fato, atos obscenos e porte de arma, todos protagonizados pelos usuários da casa. “Acreditamos, também, que o Centro Pop está servido para catalisar, para trazer pessoas daquela qualidade que não são de Franca. Está ocorrendo uma migração de moradores de rua e, com isto, ocasionando prejuízo à segurança da cidade e das imediações”, disse o delegado.
No ofício, a Polícia Civil se colocou à disposição dos promotores para contribuir com informações e sugestões para que os problemas sejam solucionados. O documento reforça que houve um aumento na incidência criminal nas proximidades em decorrência da implantação da casa para atender os moradores de rua. “Como existe uma lei que cuida da ação civil pública, decidimos encaminhar o ofício ao MP. O promotor tanto pode arquivar o pedido como propor um TAC (Termo de Ajustamento de Conduta) junto ao município, buscar o aprimoramento, multar ou até mesmo fechar o local. A população merece uma resposta mais qualificada acerca da demanda daquele aparelho social”, concluiu Alan Bazalha.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.