Uma onda de empreendedorismo toma conta do Brasil. De acordo com a Serasa Experian, entre janeiro e julho de 2014 foram criadas 1.115.630 empresas, número 2,9% maior que no mesmo período de 2013 e em cenário de economia estagnada. Aliás, este é o problema. É preciso ter cautela. Quem pensa em abrir empresa nova tem que ter reserva financeira para suportar alguns meses de baixo faturamento. Por outro lado, crise sinaliza oportunidade. Se você tem produto adequado a determinada demanda, tudo certo.
Outra dica importante conhecer tudo o que puder sobre perfil empreender — jogo de cintura para trabalhar com estrutura mínima, aceitar riscos, ser multitarefa. Você terá que comprar, vender, produzir e fazer ajustes constantes. Principalmente, há que se ter perseverança. Depois, é preciso fazer um planejamento detalhado para compensar qualquer falta de experiência. A falha que mais ocorre é o excesso de improviso. Muitos empreendedores confiam demais em sua intuição e atuam na base da tentativa e erro, olhando apenas para o curto prazo. Outro erro é misturar finanças particulares com as despesas do dia a dia da empresa. É recomendável ter contas bancárias separadas, definir uma retirada mensal fixa e ter disciplina para não usar o caixa da empresa para fins pessoais.
É muito importante, ainda, manter o foco. É comum que depois de alguns meses a empresa comece a atuar em áreas que não têm absolutamente nada a ver com o negócio original. Isso acaba dividindo a atenção e prejudicando a melhoria do principal serviço ou produto da empresa.
Por fim, você precisa treinar paciência e dedicação. Ter um negócio próprio exige, principalmente no começo, trabalho dobrado. A conclusão é que para ter seu próprio negócio, é preciso muita perseverança, bom senso e, principalmente, determinação.
Eduardo Ferraz
Consultor em Gestão de Pessoas
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