Uma mulher de 26 anos, moradora do Jardim Portinari, foi ao 1º DP, na tarde de ontem, e disse ter contratado o corretor Nilto Alves Borges, da imobiliária ACI Assessoria, para intermediar a compra de um imóvel que seria financiado. Após localizar a casa e receber aprovação do banco, ela efetuou um pagamento de R$ 500 ao acusado. Posteriormente, fez mais três repasses que totalizaram R$ 10 mil. Há uma semana, o corretor pediu mais R$ 25 mil para dar a entrada na construtora. Ela disse que não tinha o dinheiro. Depois, não mais conseguiu falar com o homem apontado pela polícia como golpista.
Ela é a quinta pessoas que se diz vítima do corretor. Além dos três casos divulgados pelo Comércio ontem, a Polícia Civil localizou outro BO registrado no ano passado. “A partir de agora, estamos tratando o caso como estelionato, ou seja, a pessoa tinha a intenção de ludibriar as vítimas desde o início. Instauramos inquéritos para encaminhar ao Fórum o mais rápido possível e tentar localizar o indivíduo”, afirmou o delegado Pedro Luiz Dallaqua.
Há dez dias, a imobiliária que funcionava na rua Couto Magalhães fechou as portas. O corretor desligou os telefones e sumiu. Na tarde de ontem, a mulher dele foi à delegacia e disse aos policiais que o marido fugiu de Franca. Ela alegou que não sabia dos golpes e que se apresentou por estar com medo, já que a imobiliária, aberta há dois anos, estaria em seu nome porque o marido está com o nome “sujo”. A Polícia Civil informou que avalia a possibilidade de pedir a prisão do corretor. “Esperamos que ele se apresente para ser ouvido. Caso não seja localizado, vamos ter que representar pela prisão temporária dele”.
Estima-se que os golpes aplicados em Franca sejam superiores a R$ 50 mil. Nilto é acusado de se apropriar do dinheiro que pegava de clientes com a promessa de repassar para os bancos financiadores ou proprietários de imóveis à venda. “Estamos diante de um estelionato”, finalizou o delegado. O corretor tem condenação por crime semelhante ocorrido em São Carlos.
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