Adolescente confessa ter matado e queimado homem


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Menor confessou que após matar usando um facão, deixou o corpo jogado no pasto, comprou gasolina, voltou e colocou fogo na vítima
Menor confessou que após matar usando um facão, deixou o corpo jogado no pasto, comprou gasolina, voltou e colocou fogo na vítima
Um adolescente de 17 anos se apresentou acompanhado do irmão na sede da DIG (Delegacia de Investigações Gerais), ontem, e confessou ter participado do assassinato do desocupado Elvis Salomão de Souza, 29, no mês de dezembro, em Itirapuã. Ele alegou que teria sido agredido sem motivos pela vítima e contou detalhes do assassinato ao Comércio. 
 
Após matar usando um facão, deixou o corpo jogado em um pasto, foi até um posto, comprou gasolina, voltou e colocou fogo na vítima. Um comparsa dele, da mesma idade, foi detido segunda-feira. 
 
O corpo de Elvis foi encontrado no dia 20 de dezembro em um pasto na zona rural de Itirapuã. Ele havia sido espancado, esfaqueado e teve parte do corpo queimada. Havia marcas de sangue na vegetação a cerca de 300 metros do cadáver, além de sinais indicando que a vítima teria sido arrastada. Por meio das imagens gravadas pelas câmeras do posto, a polícia chegou aos dois autores, que tiveram a prisão decretada pela Justiça. 
 
Um dos acusados se apresentou em Itirapuã dia 19. Sabendo que estava sendo procurado e que a polícia havia feito buscas na casa de familiares em Franca, onde teria se escondido, o outro adolescente decidiu se entregar na DIG ontem.
 
O adolescente, que já foi detido por furto, disse que matou por ter sido agredido e afirmou que não conhecia a vítima. “Nós estávamos num churrasco e ele chegou lá. Eu estava sentado. Ele veio e deu dois tapas na minha cara sem motivo. Nunca vi ele e ele nunca me viu. Ele estava embriagado. Foi onde perdi a cabeça e ocorreu o crime”.
 
Os acusados e a vítima saíram brigando pela rua e trocaram socos. “O outro menor estava com um facão. Eu nem sabia que ele estava armado. Fomos trocando murros e levamos ele para o pasto. Chegou lá, nóis matou ele com o facão. O meu parceiro deu os primeiros golpes. Depois, eu desferi mais facãozadas”(sic). Ele afirmou não ter bebido, nem consumido drogas. “Estava ciente do que estava fazendo. Fumo maconha, mas naquele momento estava são”.
 
Após matarem, os dois menores foram até um posto na cidade comprar gasolina. “Voltamos e colocamos fogo no corpo. Fomos nós dois. Nós dois temos parte no crime”. O adolescente passou uns dias escondido em Franca e, com a polícia em seu encalço, decidiu ir para Rifaina. “Até ontem (terça-feira) estava trabalhando de pintor lá. Como não tinha R$ 1 no bolso, fui arrumar um dinheirinho com pintura”.
 
Ontem, decidiu se entregar e admitiu ter exagerado. “Foi muita barbaridade, muita violência. Eu errei feio. Isto não é coisa de se fazer. Me arrependo. Se tivesse como voltar atrás, eu voltava. Vida não tem dinheiro que paga. Errei e tenho que pagar”.
 
 

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