A Polícia Civil de Restinga instaurou inquérito para apurar as causas do acidente e vai ouvir testemunhas e aguardar o resultado dos laudos da perícia para tomar as providências. É possível que o motorista responda por homicídio culposo, sem intenção de matar.
Belchior Antônio Custódio, 52, que dirigia a Blazer, falou pela primeira vez sobre o acidente ontem. Entrevistado pela Difusora, admitiu que não tem habilitação, mas negou que tenha tentado fazer uma ultrapassagem irregular. Ele disse que havia parado em um posto e que seguia para Franca. “Quando eu saí do posto, esperei dois veículos passarem e entrei na rodovia. No fim da curva, vi um farol forte. Foi quando aconteceu a pancada forte. Depois, não vi mais nada. Não posso falar se eu estava na minha mão ou na contramão. Não me lembro, mas se invadi a pista contrária não foi por causa de ultrapassagem”.
O motorista disse ter parado no acostamento e caminhado em direção às vítimas. “Quando vi o rapaz sem roupa, sangrando na virilha, com perna machucada, comecei a gritar, perdi a noção, minha vida acabou ali. Na hora, só pensava: ‘Meu Deus, o que eu fiz com os meninos?’”, contou. “Do fundo do coração, eu preferia que Deus tirasse minha vida e não a de um jovem”.
Belchior afirmou que nunca teve habilitação. “Tenho muito medo do exame do livrinho”. Mesmo assim, disse que viaja para a firma em cidades como Ribeirão Preto e Cravinhos.
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