A Associação Desportiva e Cultural Grupo Cativeiro celebrou no último dia 10 de janeiro o nascimento de dois novos mestres de capoeira. De Franca, Adriano Diógenes, o Animal, e Edmilson dos Santos, o Cyborg, de Ribeirão Preto, receberam o título máximo dentro desta modalidade esportiva e cultural. “É um momento de reconhecimento e reflexão diante dos anos de luta e resistência que conseguimos para inserir e ter em evidência os valores afrodescentes que tentamos dentro da nossa proposta de trabalho diferenciada”, disse Animal.
As festividades começaram na sexta-feira com uma palestra e aula prática com o fundador do grupo, o mestre nacional e internacional Miguel Machado, que veio da Bahia especialmente para promover a graduação dos mestres.
Veja as imagens:
À frente do Grupo Cativeiro em Franca, Animal tem 40 anos de idade e 26 dedicados à capoeira. Discípulo do mestre Cavalo e do mestre Miguel, ele recorda que foi contramestre (graduação anterior a mestre) por 10 anos antes de alcançar este título. “É muita emoção chegar até aqui. A gente lembra de toda a trajetória de luta e começar a receber o reconhecimento da sociedade é gratificante. Isso dá força para continuar projetos importantes para novas gerações.”
Festa
No sábado, mais de 200 capoeiristas - entre adultos, jovens e crianças - vindos da região, Minas Gerais, São Paulo, Espírito Santo, Bahia e até do México estiveram presentes nas festividades, que também marcaram os 36 anos de atividade do Grupo Cativeiro e a comemoração dos 50 anos de capoeira do fundador do grupo. Na Praça Barão, os capoeiristas deram sequência ao evento com uma tradicional roda de rua e depois seguiram para o Ginásio Champagnat para começar o batizado dos mestres e a graduação dos alunos que receberam seus primeiros cordões ou fizeram a troca.
Na capoeira, além da parte esportiva e interativa, são trabalhados elementos culturais e a religiosidade afro. O Pai de Santo Tat’etu Vanju (Anselmo Badoco) deu as bênçãos no início do evento, em seguida o Grupo Cangoma apresentou todo o gingado e ritmo do maracatu e os capoeristas interagiram com o maculelê.
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