Calor e umidade ‘levam’ pragas de verão para dentro das residências


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Iberita Garcia mostra o escorpião que matou na sala de sua casa
Iberita Garcia mostra o escorpião que matou na sala de sua casa
A auxiliar de enfermagem Iberita Gomes de Morais Garcia, 59, foi surpreendida por um escorpião enquanto limpava a sala de sua casa, no bairro Cidade Nova. Ela mora há 30 anos na mesma residência, mas nunca tinha encontrado esse tipo animal em seu lar. Ocorrências como a vivenciada por Iberita são mais comuns durante o verão, segundo a Vigilância Ambiental de Franca e especialistas em dedetização. As chamadas pragas urbanas, como mosquitos, baratas, ratos e escorpiões, costumam aparecer nos imóveis com mais frequência em períodos de temperaturas mais elevadas e maior umidade.
 
“Fui limpar a sala e o escorpião estava atrás do sofá. Até achei que era de brinquedo. Passei a vassoura e ele mexeu. Até fiquei bamba de medo. Acertei a vassoura nele”, contou Iberita. De acordo com o diretor da Vigilância Ambiental, José Conrado Netto, o calor e a umidade formam um ambiente propício para a reprodução das pragas urbanas. As reclamações sobre o aparecimento de bichos nos períodos mais quentes costumam dobrar em relação aos meses de inverno.
 
O biólogo Gabriel Molina é o responsável técnico pela empresa Astral Saúde Ambiental. Ele conta que durante a estação mais quente do ano os pedidos para dedetização sobem cerca de 70%. “As pessoas costumam nos chamar quando o problema já está incomodando, o que geralmente acontece nos meses quentes e úmidos. Mas o ideal é fazer um trabalho preventivo durante todo o ano.”
 
Prevenção
A auxiliar de enfermagem Iberita comentou que está mais prevenida depois que encontrou o escorpião na sala de casa. “Sempre verifico dentro do sapato se há algum bicho, mas agora passei a olhar no sofá também antes de sentar, ou na cama antes de deitar.”
 
Além desse maior cuidado, Netto disse que a Vigilância Ambiental recomenda as pessoas a tomarem atitudes simples dentro de casa para diminuir a invasão de bichos. “A gente trabalha com orientação. Fazemos o acompanhamento das fichas de acidentes com picadas registrados nos prontos-socorros e vamos às casas conhecer o ambiente e orientar sobre prevenção. Também fazemos um trabalho educativo nas escolas, para que o aluno chegue em casa como um multiplicador das ações de prevenção.”
 
Entre as dicas estão: Evitar o acúmulo de lixo, manter lixeiras sempre fechadas, limpar terrenos baldios, vedar soleiras de portas, colocar telas nos ralos e servir nas tigelas dos animais de estimação apenas a quantidade de ração suficiente para se alimentarem imediatamente, evitando acúmulos que podem atrair bichos, como roedores.
 
Segundo Molina, o ideal é fazer a dedetização preventiva a cada três meses, pois é esse o prazo que geralmente os produtos aplicados duram. O serviço custa em média R$ 200.

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