Há poucos dias encontrei-me com uma amiga que atuou por anos como profissional da área da Educação e que está aposentada. Perguntei como estava se sentindo fora do trabalho e ela respondeu: “Passado um primeiro momento, colocando algumas coisas no lugar e descansando, agora já estou exausta de não fazer nada”. E foi adiante, me aconselhando: “Não pare de trabalhar. É horrível”. Ela está coberta de razão. A maioria, ao se aposentar, fica o dia todo sem nada para fazer, alguns homens passam a frequentar diariamente bares ou a ficar sentados no banco da praça, esperando o tempo passar, o que acaba levando até a uma depressão, por se sentir inútil. O correto é preparar- se para a nova vida, descobrindo uma atividade, mesmo que não seja para obedecer a horários, mas executando alguma tarefa, como cuidar de uma chácara ou dedicar-se, sem compromisso, a alguma atividade que ele conheça. Como alguém já dizia: “o trabalho enobrece a criatura e o aproxima do Criador”. Quantos exemplos maravilhosos de pessoas com mais de 80 anos e que continuam exercendo o seu trabalho com disposição. Vejam o Sílvio Santos, Renato Aragão, a nossa Patrícia, e que dão um baile em muitos jovens. E se não aparecer nada, o melhor é reservar parte desse tempo ocioso para dedicar-se a um trabalho voluntário, em alguma entidade que cuida de pessoas carentes e que na maioria das vezes não recebe uma visita ou algum tipo de ajuda. Agindo assim, o aposentado deixará de sentir um vazio no coração, preenchendo esse vazio com o melhor conteúdo, que é a caridade. Só não vale ficar sem fazer nada o tempo todo.
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