As lâmpadas de LED são a sensação do momento. Vislumbra-se que possam substituir os mais de 550 milhões de lâmpadas existentes no Brasil. Trata-se, realmente, de revolução tecnológica, o LED ‘devorando’ incandescentes, fluorescentes, halógenas, metálicas, sódio, mercúrio, enfim, todas as tradicionais. Este leque de oportunidade de ganho rápido e fácil tem triplicado o mercado com novas ‘empresas de iluminação’. Desde fabricantes de chuveiros e ferramentas aos importadores de caneta de camelô e de bijuteria, todos veem nos LEDs, forma de aferir grandes lucros. Excetuando-se organizações tradicionais de iluminação, esses aventureiros importam o que conseguem, com a qualidade que podem pagar e total menosprezo a direitos do consumidor ou a leis. O mercado brasileiro sempre foi vulnerável ao comércio de produtos de baixa qualidade. Preço baixo, fora da precificação normal, mesmo de marca desconhecida é certeza de que qualidade passa longe.
Há a consciência de que o barato sai caro, mas a tentação da pechincha é muito forte. Esse é o alimentador que sustenta mercado à beira da lei e distante de normas e especificações Diante disso, regulamentar o mercado e exigir certificação de lâmpadas de LED é a opção desejada por associações da iluminação e empresários que há décadas trabalham com lâmpadas. Há anos o assunto é debatido no Inmetro. Desde 4 de novembro de 2014, encerrada consulta pública, o governo vem trabalhando no texto final do documento sobre a regulamentação do LED. Sabe-se que a nova certificação sobre LED publicada este ano higienizará o mercado, tirará de circulação LEDs de baixa qualidade e dará ao consumidor a segurança de comprar qualidade. Lembro que hoje, no Brasil, não existem fabricantes de lâmpadas de LED, e sim, montadoras que importam separadamente os componentes eletrônicos da Ásia, compondo e embalando em território nacional.
Gilberto Grosso
Lighting Professional, CEO da Avant
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