A equipe de homicídios da DIG (Delegacia de Investigações Gerais) confirmou que dois assassinatos ocorridos no Jardim Aeroporto, em dezembro, estão diretamente relacionados. As mortes ocorreram no intervalo de apenas uma semana. De acordo com as investigações, a segunda vítima morreu por ter matado a primeira. Outra informação relevante também foi levantada pelos agentes: a arma usada no segundo crime é de uso restrito da polícia.
As mortes em sequência tiveram início no dia 17, quando o comerciante Geraldo Edmilson Jesus, 49, foi assassinado a tiros dentro do bar que tinha na Avenida Gabriela de Almeida Pirajá, no Aeroporto II. O autor entrou armado e mandou os clientes saírem. Disparou diversos tiros na direção da vítima, que morreu na hora.
O bairro voltou a ser palco de outro homicídio na noite de quarta-feira, 24, véspera de Natal. Por volta das 23h20, vizinhos ouviram estampidos e saíram de casa para ver o que era. Encontraram Salatiel Inácio dos Santos, 41, caído no meio da Rua Carlos Maranha. Havia sido baleado na cabeça, braços e nas nádegas. Cenário típico de uma execução.
A polícia foi chamada e constatou que ele já estava morto. Os investigadores apuram a informação de que a vítima poderia estar envolvida no homicídio registrado dias antes naquela área.
A vítima possuía antecedentes criminais, várias passagens por roubo e estava morando em Ribeirão Preto. No local, populares disseram que ele teria morrido porque estava envolvido na morte do comerciante Geraldo.
As suspeitas foram confirmadas pela equipe de investigação da DIG após depoimentos prestados por testemunhas. “Pelas informações que apuramos, tudo indica que o Salatiel foi o autor do homicídio do comerciante. Há tempos ele foi preso em razão de possível intervenção de Geraldo. Havia uma divergência entre ambos”, afirmou o delegado Márcio Garcia Murari. Após ter saído da cadeia, Salatiel teria passado a vender drogas nas proximidades do bar de Geraldo, o que teria acirrado o desentendimento entre eles.
Identificar quem matou Salatiel é o desafio da equipe de homicídios da DIG. Até o momento, não há nenhum suspeito. A lei de silêncio que impera na região do Aeroporto é um empecilho. A surpresa fica por conta da origem da arma usada no crime.
Após a realização do exame de balística, os policiais apuraram que os disparos que mataram Salatiel partiram de uma pistola calibre ponto 40. “A arma é de uso exclusivo das forças policiais do Estado de São Paulo. Estamos trabalhando para chegar ao autor dos disparos. Não podemos afirmar que algum policial esteja envolvido. Infelizmente, muitas armas do tipo foram parar nas mãos de criminosos após terem sido furtadas ou roubadas”, completou o delegado.
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