Reúso da água


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Regiões áridas e semiáridas, como o Oriente Médio; desérticas dos EUA (Califórnia, Arizona, Colorado e Nevada) têm realizado, em larga escala, por serem imprescindíveis, práticas de reúso e reaproveitamento de água. As iniciativas servem de exemplo e estão se alastrando por países com políticas de recursos hídricos voltadas ao futuro e à preservação de suas fontes, como Austrália, Japão, Itália, Grécia e Portugal.
 
No Brasil, apesar da aparente abundância de recursos hídricos, o reúso de água conquista espaços, especialmente nos grandes centros urbanos, já que a escassez representa altos investimentos e custos operacionais para captação e adução de águas a grandes distâncias. O reúso em irrigação, refrigeração, lavagem de pisos e descargas de vasos sanitários é alternativa sustentável, ambientalmente correta e viável economicamente. Exemplo de significativa redução de custos acontece no Rio de Janeiro. Água de concessionária custa até R$ 32 o metro cúbico. Lá água de reúso para determinadas aplicações custa até 50% menos.
 
Outra ação que demanda investimento menor, mas também gera ótimos resultados é o reaproveitamento de água utilizada em processos industriais ou domésticos. As águas utilizadas em indústrias siderúrgicas do interior de São Paulo, com foco em limpeza e resfriamento de peças semi-acabadas, por exemplo, são drenadas, acondicionadas e, posteriormente, utilizadas em um fim menos nobre, como a lavagem de pisos e resfriamento de escórias.
 
Fato é que existem alternativas e tecnologias consolidadas que, alinhadas à criatividade e responsabilidade ambiental, estão cada vez mais presentes na cultura da população de todo o mundo. No Brasil, o desafio é fazer com que os padrões específicos de uso destes recursos renováveis sejam efetivamente estabelecidos e os projetos já pensados e amplamente discutidos sejam colocados cada vez mais em prática.
 
Diogo Taranto
Diretor de Operações da Nova Opersan

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