Polícia de Batatais prende dois dos quatro acusados de roubar e matar farmacêutica


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O delegado Sebastião Mazzaron Filho mostra drogas e munições pegas na casa de um dos presos
O delegado Sebastião Mazzaron Filho mostra drogas e munições pegas na casa de um dos presos
Para a polícia de Batatais, o quarteto responsável por planejar, elaborar e executar o latrocínio que matou a farmacêutica Cristiane Cardoso de Munari, de 32 anos, em Batatais, no dia 29 de dezembro passado, está identificado. Com mandados de prisões temporárias expedidos pela Justiça, a polícia prendeu dois acusados na manhã de ontem, dia 14. Outros dois, que seriam os executores do crime, continuam foragidos.
 
Segundo Sebastião Oswaldo Mazzaron Filho, delegado que investiga o caso, KAG, 21, e DCR, 21, tiveram participação importante no planejamento e elaboração do crime. 
 
“O KAG fez o levantamento e o DCR teria emprestado a moto. Estamos colhendo as informações e montando o quebra-cabeça para que possamos levar ao Ministério Público elementos de prova suficientes para que possamos colocar todos na cadeia”, disse o delegado.
 
KAG e DCR são cunhados e seriam levados, na tarde de ontem, da delegacia para a cadeia de Batatais. “Temos 30 dias para conversarmos com eles, fazermos acareações, levarmos eles para o local do crime. Eles vão acabar falando, porque sabem que temos elementos agora mais seguros de que eles participaram do crime.”
 
Além de ser um dos acusados do crime, KAG foi autuado em flagrante por tráfico de drogas e posse irregular de munição, já que em sua casa a polícia encontrou 109 pinos de cocaína, 14 pedras de crack e cinco munições calibre 38 - mesmo calibre que atingiu fatalmente Cristiane. A mulher dele foi detida para averiguação, mas liberada horas mais tarde.
 
A polícia apreendeu também a motocicleta de DCR que teria sido utilizada por KAG para planejar e dar cobertura ao crime.
 
Os acusados de serem os executores do crime, o serviços gerais THR, de 30 anos, e o desocupado GSS, de 19 anos, estão com a prisão temporária decretada desde o dia 31 de dezembro, mas seguem foragidos. “O THR era o piloto da moto, GSS foi o que disparou (...)”, afirmou o delegado.
 
Todos os envolvidos moram no bairro Antônio Romagnoli, região periférica da cidade. Dos quatro acusados com prisão decretada, THR e GSS estavam no grupo detido para averiguação no dia 29 de dezembro, poucas horas após o crime, quando promovia uma espécie de comemoração regada a cerveja na casa de um dos acusados. Por falta de elementos de prova, no mesmo dia, todos os acusados foram liberados.
 
As prisões dos quatro acusados foram pedidas pela polícia com base em imagens do crime que foram captadas pela câmera de um estabelecimento comercial. Além disso, um óculos de sol e dez chaves da vítima foram encontrados em duas bocas de lobo nas proximidades das casas dos acusados.
 
“O THR era cliente da farmácia, é bandido desde quando nasceu, tem vários antecedentes. Estava trabalhando em uma empresa com o pretexto de que teria mudado de vida. No dia do crime, trabalhou até às 11h20 e avisou antecipadamente o patrão - já o ouvimos, inclusive - que ele não poderia trabalhar à tarde sob o argumento de que teria que levar alguma coisa à filha que estava internada. E ele foi cometer o latrocínio”, disse o delegado.
 
Relembre o caso
A farmacêutica era sócia-proprietária da Droga Avenida e foi morta em um assalto que aconteceu próximo ao semáforo do Tiro de Guerra, na Vila Lídia, em Batatais.
 
Cristiane seguia sozinha dirigindo seu carro, um Fiat Palio, da farmácia para o Centro da cidade, onde depositaria mais de R$ 67 mil, valor referente à movimentação dos últimos dias do ano.
 
Por volta do meio-dia e meia, exatamente um quilômetro após a farmácia, que fica no bairro Francisco Pupin, dois homens em uma moto a interceptaram. O “garupa” desceu do veículo, atirou em Cristiane, retirou o malote, voltou à moto em que estava o comparsa, e os dois fugiram.
 
A comerciante foi socorrida rapidamente por uma unidade do Samu, mas não resistiu aos ferimentos e teve sua morte confirmada poucos minutos depois na UPA (Unidade de Pronto Atendimento) local. Ela era casada e deixou um filho de cinco anos. 
 

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