O menino Candinho, que depois seria conhecido internacionalmente como Cândido Portinari, nasceu aqui perto de Franca, em Brodowski, na fazenda Santa Rosa. Quando ele completou três anos, a família mudou-se para a cidade. Candinho tinha 11 irmãos. Sua infância foi marcada por muitas brincadeiras próprias das crianças da época. Nadava no rio próximo, empinava pipa, jogava pião, chutava bola no campinho de futebol que ficava defronte do cemitério da cidade.
Dizem que todos os seres humanos têm um talento mais desenvolvido. E que este talento aparece bem cedo, embora nem todos o percebam. No caso do menino Candinho, o dom para o desenho surgiu quando ele pegou o primeiro lápis, a primeira folha de papel. Dizem que aos 11 anos, sua habilidade para o desenho já chamava a atenção na escola, a ponto de ser convidado para ajudar na pintura da fachada de uma igreja de sua cidade. Ele preparava as tintas para os pintores e, aos poucos, foi ampliando seus conhecimentos. Assim, sentiu que ia crescendo dentro dele a vontade de ser pintor. Por isso, aos 15 anos, ajudado pelos pais, mudou-se para o Rio de Janeiro e foi admitido na Escola Nacional de Belas Artes. Era a mais importante do país, naquele tempo. Estudante dedicado, Cândido Portinari participava todo ano dos Salões Nacionais de Belas Artes, promovidos por sua escola. Dez anos depois, conquistou o maior prêmio e ganhou uma viagem para estudar em Paris.
Portinari voltou ao Brasil dois anos depois, querendo mostrar o que tinha aprendido. Aqui, ajudou a pintura nacional a se modernizar, pois os pintores brasileiros pintavam ainda de forma muito antiga. O menino Candinho havia se tornado um dos pintores mais importantes do país. Nas suas telas reapareceriam aquelas cenas alegres da infância em Brodowski: os jogos, o povoado, as quermesses, os bailes, o circo, os espantalhos... Mas também cenas tristes de lavradores cansados e explorados por patrões nas fazendas de café da região.
Aos 59 anos, Cândido Portinari morreu em consequência de intoxicação pelas tintas. Deixou mais de 4.6 mil obras acabadas, que hoje estão espalhadas pelos principais museus do mundo.
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