Lavoura Limpa: agrotóxico falso será retirado da Prefeitura


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O Ministério Público espera retirar do pátio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Serviços os agrotóxicos falsificados apreendidos durante a Operação Lavoura Limpa. O destino não foi revelado
O Ministério Público espera retirar do pátio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Serviços os agrotóxicos falsificados apreendidos durante a Operação Lavoura Limpa. O destino não foi revelado
Até o final desta semana o Ministério Público espera retirar do pátio da Secretaria Municipal de Meio Ambiente e Serviços os agrotóxicos falsificados apreendidos durante a Operação Lavoura Limpa. O destino não foi revelado por questão de segurança. A mudança de local foi decidida após parte dos produtos ter sido furtada da área pertencente à Prefeitura. A promotoria também investiga o sumiço do veneno.
 
Além da prisão da quadrilha, a operação realizada em dezembro de 2014 resultou na apreensão de milhares de produtos usados na falsificação. O agrotóxico, caixas, frascos e máquinas usadas no laboratório clandestino estavam guardados na Secretaria. O depósito era mantido em sigilo pelas autoridades.
 
No primeiro fim de semana deste ano, supostamente após receberem informações privilegiadas, ladrões cortaram o alambrado, tiveram acesso ao pátio e levaram parte dos produtos apreendidos. As autoridades não souberam informar quais e quantos agrotóxicos voltaram para as mãos dos criminosos.
 
Um servidor público municipal disse ao Comércio que os produtos apreendidos estão sendo levados todas as semanas. Ele também afirmou que os agrotóxicos falsos estão mal armazenados e prejudicando os funcionários. A Prefeitura de Franca alegou que a segurança é de responsabilidade de uma empresa terceirizada.
 
O Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), que realizou a operação em conjunto com a Polícia Civil, informou que requisitaria as filmagens e pediria esclarecimentos à Prefeitura sobre o furto. Paralelamente à investigação, o Ministério Público buscou alternativas para retirar os agrotóxicos da área do município. “Já encontramos um local seguro para abrigar os produtos que será mantido em sigilo. Nossa intenção é fazer a transferência até o fim desta semana. O furto não afetou o processo, pois a perícia para se constatar a falsificação já havia sido feita. Além de fazer a mudança, estamos trabalhando para apurar quem cometeu o furto”, disse o promotor Rafael Piola.
 
Os 22 acusados de envolvimento com a organização criminosa, presos no dia 5 de dezembro, seguem recolhidos no CDP (Centro de Detenção Provisória) de Franca. Após ficarem detidos temporariamente por dez dias, todos tiveram a preventiva decretada pela Justiça. Os pedidos de soltura feitos pela defesa foram indeferidos.
 

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