'Sensação era de que eu não possuía um rosto', diz atingida por raio


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Jovanete Garrido Garcia Souza, 47, foi atingida por raio
Jovanete Garrido Garcia Souza, 47, foi atingida por raio
Em 29 de dezembro, a contadora francana Jovanete Garrido Garcia Souza, 47, e as filhas Milena e Marina, de 14 e 18 anos, ficaram feridas após a queda do raio que matou quatro pessoas em Praia Grande, no litoral paulista. “Era o nosso primeiro dia na praia. Uma nuvem preta que parecia vir de São Vicente se aproximou e, como não havia trovões, resolvemos sair da areia só quando começaram a cair os primeiros pingos.”
 
Ainda de acordo com ela, parte de sua família teria sido atingida muito próxima à que morreu. “Eles estavam a poucos passos de nós, conversando naturalmente. Minhas filhas e eu resolvemos enxaguar nossas mãos e pés no mar, porque estavam cobertos com areia. Assim que passamos por eles, fomos atingidas e eu não me lembro de nada. O problema é que eles fizeram dos guarda-sóis para-raios”, contou. “Minhas filhas e eu tivemos ferimentos: meus lábios e nariz sangravam muito e elas tiveram fraturas no rosto. Meu marido foi quem fez massagem cardíaca até que eu voltasse a mim. A sensação que tinha era de que eu não possuía um rosto: somente um vácuo. Era como se tivesse sido anestesiada. Aí veio a dor de cabeça.”
 
Jovanete precisou passar a noite no hospital. Já em Franca, sua filha mais velha passou por cirurgia para corrigir três fraturas no maxilar. “Nunca me preocupei com isso... O que eu tenho a dizer é para que as pessoas levem a sério os riscos do raio e se protejam.”

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