Vinte e um funcionários da Prefeitura de Restinga, que atuavam durante a gestão anterior, incluindo o próprio ex-prefeito do período, Evanildo Donizeti Montagnini, o Zetão (PSC), tiveram seus bens bloqueados pela Justiça recentemente. A informação foi passada pelo promotor de Justiça Paulo Borges que investiga, desde 2013, irregularidades na gestão de Zetão e entrou com uma ação civil de improbidade administrativa contra os servidores em junho do ano passado.
“Não posso dar detalhes, pois o processo corre em sigilo. O que eu posso confirmar é que foi corre uma ação contra os funcionários. Na gestão passada foram feitos diversos pagamentos indevidos, como o de horas extras para pessoas com cargo comissionado”, disse Borges que não soube informar quando o bloqueio foi feito, mas afirmou que a suspensão dos bens ocorreu entre o final de dezembro do ano passado e início deste mês.
Além do bloqueio de bens, o promotor pediu também a quebra do sigilo bancário dos 21 envolvidos. O valor da ação é de R$ 11.120.668,64. “Esses R$ 11 milhões é o valor total da ação, que inclui o dano causado mais a multa. O ex-prefeito, o Evanildo, o vereador que entrou com candidatura agora com chapa única, o Dejair, todos eles estão com os bens bloqueados”, disse Borges, se referindo ao vereador Dejair Ferreira de Freitas, o Guim (PMDB), que também é funcionário da Prefeitura de Restinga, com o cargo de motorista.
“Esse processo fala da reestruturação de cargos e salários de 2012. Como eu, como vereador, votei favorável e por eu ser também funcionário da Prefeitura, a Justiça entendeu que votamos favorável para beneficiar a gente. Mas nossos salários estavam defasados. Já recorri contra o bloqueio. Estou aguardando”, disse Guim. Os aumentos variaram de 78,94% a 241,6%.
O ex-prefeito Zetão foi procurado pela reportagem, por telefone, durante toda a tarde de ontem, mas não foi encontrado para comentar sobre o assunto.
A reportagem procurou ainda pelo atual prefeito interino da cidade, Juvêncio Ferreira de Menezes Filho, o Ferreirinha (PSC), por telefone, mas ele também não foi encontrado.
Candidato
Na última sexta-feira, 9, os vereadores de Restinga iriam eleger, de forma indireta, o novo prefeito da cidade. A chapa encabeçada por Guim era a única inscrita, mas a falta de quórum no plenário da Câmara impediu a eleição. No mesmo dia, a Justiça de Franca concedeu uma liminar à ex-vice-prefeita Luciene Martins (PRB), que impediu a realização da eleição indireta para prefeito. Guim afirmou ontem que não desistiu de concorrer ao cargo de chefe do Executivo. “A liminar vai cair.”
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