Sexta vira dia de tensão em shopping


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Viaturas e policiais militares são vistos, em imagem de agosto do ano passado, em frente ao Franca Shopping: policiamento no local foi reforçado para evitar ‘rolezinhos’, especialmente às sextas
Viaturas e policiais militares são vistos, em imagem de agosto do ano passado, em frente ao Franca Shopping: policiamento no local foi reforçado para evitar ‘rolezinhos’, especialmente às sextas
A presença maciça de adolescentes todas as sextas-feiras nos corredores do Franca Shopping tem se transformado em dor de cabeça para lojistas e funcionários do local. Na última semana, a aglomeração resultou em tumulto e correria no centro de compras e fez com que parte das lojas encerrasse o expediente mais cedo. Sem saber como lidar com esse público, os funcionários dizem que ficam apreensivos nas noites de sextas-feiras e revelam que as vendas já começaram a cair no dia.
 
A circulação de grupos de adolescentes às sextas-feiras no shopping virou rotina há mais de um ano, porém foi em janeiro de 2014 que ganhou destaque e passou a ser chamada de “rolezinho”. “Tem aqueles que estão aqui no intuito de passear, mas muitos querem mesmo zoar, fazer uma baderna”, disse a funcionária Lauani Gomes, que afirma ficar temerosa quando precisa trabalhar no período noturno.
 
Segundo ela, na sexta-feira, 9, houve gritaria e os adolescentes ficaram correndo dentro do shopping. Funcionários do local afirmam que pedras usadas como enfeites nos jardins do shopping foram arremessadas contra as vitrines. Com medo do tumulto, muitas lojas fecharam 15 minutos mais cedo e a Polícia Militar foi chamada.
 
“No dia, houve famílias que procuraram abrigo na loja. Isso causa um clima ruim e o cliente passa a deixar de vir às sextas-feiras. Além disso, trabalhamos receosos, principalmente quando eles entram na loja. Já teve vez de entrarem oito adolescentes ao mesmo tempo”, disse o vendedor Rafael Rangel Ferreira, de uma loja de tênis.
 
 
A funcionária de um quiosque do shopping, instalado no corredor onde houve o início da confusão, revelou que os menores têm entre 10 e 16 anos e andam sempre em grupos. Ela contou ainda que, apesar de a maioria ser menino, há uma grande quantidade de meninas nos “rolezinhos”.
 
Para Thales Jerônimo de Sousa, vendedor de uma loja de confecções, os consumidores estão se sentindo acuados e deixando de frequentar o shopping. “A gente percebe que o movimento transferiu de horário. Os consumidores estão vindo mais cedo e muitos até deixam de vir no dia.”
 
Segundo uma lojista, que preferiu não se identificar, os adolescentes não consomem e inibem as vendas. “É uma preocupação. Eles chegam 20h30 e ficam até o fechamento do shopping. Nesse período, praticamente não realizamos vendas.”
 
Posição do shopping
Em nota, o Franca Shopping informou que “durante as férias escolares, o movimento de jovens, especialmente às sextas-feiras, tende a aumentar” e que “devido à grande movimentação, reforça a segurança e controla e organiza o acesso dos clientes à praça de alimentação com balizadores para evitar tumulto”. O empreendimento, porém, negando os relatos de lojistas, afirmou que nenhuma ocorrência foi registrada no dia 9, apesar do grande movimento de jovens.
 

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