Um grande buraco às margens do asfalto na esquina da rua Miguel Pedroso Barreto com a Alcina da Cunha Souza tem preocupado os moradores do Parque do Horto. Na beirada da rua, que contorna uma mata na região, uma voçoroca tem aumentado a cada dia, colocando em risco quem passa de carro ou a pé. O asfalto rachado e a terra pouco firme denunciam o perigo.
“Minha casa pode ser engolida por esse buraco. Há uns 15 dias, a Sabesp fez um serviço porque estourou um cano. Como mexeu na terra, começou a desmoronar mais ainda. A Prefeitura colocou pedras no barraco, mas não está adiantando”, reclamou a vendedora Camila Silva de Andrade, 27. A casa dela fica na esquina, bem próxima ao buraco. Ela não deixa mais as filhas brincarem na rua pelo risco de sofrerem um acidente no local.
Segundo a moradora, toda vez que chove o buraco aumenta e o risco de acidentes de carro também é grande. “Para piorar, aqui é muito mal iluminado, fica um breu de noite, os carros têm que andar com luz alta”, disse a vendedora.
De acordo com a vizinhança, a Prefeitura colocou pedras para conter o desabamento e sinalizou com uma fita amarela e um pneu. Porém, nenhuma obra para conter o deslizamento de terra foi realizada ainda.
Outra moradora do bairro confirma o problema. “Está muito perigoso passar ali, há alguns anos teve o até um Fusca que caiu nesse buraco. Também existiam pessoas que criavam cavalo no terreno perto, mas tiveram que se mudar por causa do buraco”, disse a dona de casa Laurita Rosa Gomes de Paula, 59.
No fundo da cratera passa um curso d’água, que também preocupa os moradores “A gente queria que canalizasse essa água, porque aparece muito escorpião nessa área”, disse a dona de casa.
A saída dos moradores do Parque do Horto tem sido evitar passar pelo local. “Faz uma semana que passei e escutei um barulhão das pedras caindo. É só promessa, não sei quando vão consertar”, disse Leonardo Zaneti, 24, que também vive na região.
O fato de a rua perto do buraco ser mão dupla intensifica os riscos. Quando dois carros se cruzam, a proximidade com a cratera pode resultar em queda. “Eu nem passo mais de carro perto, comecei a andar por outras ruas para vir trabalhar”, disse o serralheiro de um estabelecimento no bairro, Marcos Soares de Souza, 21.
Sem resposta
A reportagem procurou o secretário de Serviços e Meio Ambiente, Ismar Tavares, para falar sobre o assunto, mas não houve retorno até o fechamento desta edição. Pelo telefone, o secretário pediu para que fosse enviado um e-mail sobre a entrevista, porém a mensagem não foi respondida até o final do dia.
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