Furnas afirma que represa vai voltar a subir


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Estrutura usada parar puxar água está exposta, assim como pesqueiros dos ranchos e laterais do rio
Estrutura usada parar puxar água está exposta, assim como pesqueiros dos ranchos e laterais do rio
A empresa Furnas, com sede no Rio de Janeiro, afirmou que a expectativa da empresa é que o nível da represa da Usina de Mascarenhas de Moraes volte ao seu patamar anterior ao período de estiagem, o que acaba com a possibilidade de que as áreas abertas surgidas com o recuo da água possam ser ocupadas com reflorestamento ou lavoura.
 
Por meio de nota enviada ao Comércio, a assessoria de imprensa de Furnas disse que o rebaixamento do lago em Ibiraci e Delfinópolis seguiu política do Operador Nacional do Sistema (ONS), que opera o conjunto de reservatórios brasileiros de forma integrada, com o objetivo de garantir a segurança energética.
 
Segundo a empresa, Mascarenhas de Moraes está operando hoje com 656,51 metros (medida considerada ao nível do mar), com 21,41% de seu volume útil, sem comprometimento à geração de energia. 
 
No dia 7 de dezembro, ainda de acordo com Furnas, esse volume esteve em 655,54 metros, 10,58 metros de altura a menos que o nível máximo do lago, que é de 666,12 metros, o que significou 14,79% de sua capacidade. 
 
Uma fonte ouvida na empresa informou que Furnas acompanha os boatos de que ela promoveria o reflorestamento nas terras abertas pela descida do lago. No entanto, tudo não passaria do desejo de ocupação dessas terras por alguns proprietários, de olho no espaço que se criou em suas propriedades. “Na verdade, são alguns donos de ranchos e pousadas que ‘cresceram os olhos’ nessas terras e que agora querem plantar nelas”, revelou a fonte. “Posso garantir que qualquer coisa que for feita nesses espaços vai ser inundada com o enchimento do lago”, completou.
 
Furnas não deu qualquer informação ou estimativa de quando isso acontecerá ou quanto tempo deve levar. 

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