Combinação pergiosa aumenta riscos de afogamentos


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Bombeiros de Franca durante treinamento na prainha de Rifaina sobre como salvar vítimas de afogamento
Bombeiros de Franca durante treinamento na prainha de Rifaina sobre como salvar vítimas de afogamento
Com o calor e o período de férias, locais à beira de represas, cachoeiras, piscinas e praias tornam-se opções de veraneio, mas podem se tornar cenários de afogamentos. Na região de Franca, foram registradas no intervalo de cinco dias, entre o fim de dezembro e início de janeiro, quatro ocorrências que culminaram com a morte dos banhistas Israel Martins, de 14 anos; Luiz Romário da Silva, 20; Luís Felippe Rossato, 26, e Ênio Bento, 66. De acordo com o tenente Marcel Filippin, do Corpo de Bombeiros, há recomendações de segurança capazes de evitar que um momento de diversão se transforme em tragédia.
 
“O Corpo de Bombeiros faz um alerta à população: água no umbigo, sinal de perigo. Outra grande questão é o uso de bebida alcóolica. Além de inibir os reflexos, ela pode levar ao excesso de autoconfiança e fazer com que as pessoas se arrisquem mais. A indicação é para que, caso o banhista opte por beber, que não se arrisque na água.” Também segundo Filippin, a imprudência - como a de realizar saltos de cachoeiras e em locais desconhecidos -, a própria ingestão do álcool e a imperícia em esportes náuticos são fatores muito comuns que podem provocar afogamentos. “Já nos deparamos com acidentes ocasionados por lanchas e jet ski”, disse, reforçando que é preciso ter cautela. 
 
Outra questão importante a ser observada em locais próximos à água é a presença de crianças. Os responsáveis devem estar alertas e jamais perdê-las de vista, mesmo que as mesmas saibam nadar e/ou estejam utilizando equipamentos flutuantes, como bóias.
 
Se o afogamento for inevitável, o desespero da vítima não pode influenciar as pessoas ao redor. O correto é segurar o ímpeto de tentar realizar o socorro e agir com rapidez. “Tentar salvar a vítima se lançando também à água pode fazer com que os Bombeiros tenham que retirar dois corpos do local. O que deve ser feito é jogar à vítima objetos que possam ajudá-la a boiar, como a própria bóia; garrafas pet; caixa de isopor ou o que o valha. Quando possível, sair em busca de ajuda profissional como a de guarda-vidas ou os próprios bombeiros.”
 
Já para a vítima de afogamento, a recomendação é para que, por mais complicada que seja a situação, haja a tentativa de manter a calma e sinalizar aos banhistas o próprio afogamento.
 
Vítimas
No intervalo de cinco dias, quatro francanos morreram em decorrência de afogamentos na região. No dia 29 de dezembro, Israel Martins se afogou em uma cachoeira localizada em Ibiraci (MG). No dia 1º de janeiro, Luiz Romário da Silva também foi vítima de afogamento em um pesqueiro na cidade de Miguelópolis. No dia 2 deste mês, Ênio Bento morreu após entrar na água na “prainha” em Patrocínio Paulista durante um churrasco com a família no local. O último caso foi registrado no último dia 3, quando Luís Felippe Rossato morreu depois de pular da cachoeira “Zé Carlinhos”, em Delfinópolis (MG).

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