Experimente iniciar uma corrente do bem


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Ainda sob os efeitos do clima de fraternidade do Natal e virada do ano, lembrei-me de ter visto um filme muito bonito, baseado no livro escrito por Catherine Ryan Hyde: Corrente do Bem. Para quem não assistiu ou leu o livro, lembramos que conta a história de um professor, numa escola americana, que  pediu que seus alunos escrevessem opinando a respeito de como mudar o mundo. Cada aluno, então, fazia a sua redação, imaginando o que poderia ser feito para melhorar este lugar em que vivemos. O vencedor falou de uma corrente do bem e explicou como seria. Bastaria que cada pessoa fizesse a cada dia de sua vida uma boa ação ou uma ajuda a alguém, nem que fosse uma palavra de conforto ou ajudasse um deficiente atravessar a rua, ou cedesse seu lugar no ônibus para uma pessoa mais idosa, ou desculpasse com um gesto de carinho a “fechada” no trânsito, e tantas outras situações, incluindo uma cesta de alimentos para uma família carente, ou uma visita a um asilo ou hospital. O importante nessa corrente do bem é que a pessoa que oferece ajuda dispense qualquer recompensa, pedindo apenas que aquele ato de bondade seja passado adiante, pela pessoa que o recebeu. E estaria assim formada a corrente do bem. Pode até parecer uma utopia, coisa improvável neste mundo corrido e violento, mas não custa sonhar, como aquele aluno sonhou. Será que na comunidade dele essa corrente funcionou? Se cada um resolver fazer isso, pode até não mudar o mundo, mas a pessoa vai experimentar uma enorme satisfação interior. Por que não tentar?

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