Direitos Humanos?


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As campanhas de direitos humanos da ONU e da esquerda católica deixam muita gente de orelha em pé. Bandido, transgressor da moral, é tido como vítima que precisa ser defendida. De onde vem esse modo peculiar de encarar direitos humanos? A origem está na Revolução Francesa, expressa na ‘Declaração dos Direitos do Homem e do Cidadão’, adotada pela Assembleia Constituinte francesa de 1789. 
 
Durante o período revolucionário, a Vandeia, região francesa, foi esmagada por defender princípios católicos e monárquicos. Inferiores em número e em armas, seus habitantes camponeses foram massacrados pelo exército revolucionário. Eis o que aponta Reynald Secher, em La guerre de Vendée: guerre civile, génocide, mémoricide, in Le Livre Noir de La Révolution Française, Éditions du Cerf, Paris, 2008: “Em 1º de agosto de 1793 a Convenção votou a destruição da Vandeia: os bosques deveriam ser abatidos, os animais capturados, as casas confiscadas, as colheitas ceifadas. [...] Em 1º de outubro: ‘Soldados da liberdade, é necessário que os habitantes da Vandeia sejam exterminados antes do fim do mês de outubro: a salvação da Pátria o exige; a impaciência do povo francês o ordena; a coragem dos soldados o deve cumprir’. A Vandéia — exclama o Gal. Turreau — “deve transformar-se num cemitério nacional”. Continua: “Os relatórios políticos e militares são de precisão eloquente: é necessário primeiro eliminar as mulheres, ‘fontes reprodutoras’; e as crianças, ‘porque estão em fase de tornar-se futuros bandidos’. Com essas desaparece o risco de represália e vingança. Criam-se inclusive campos de extermínio paracrianças, como em Noirmoutier. Em Bourgneuf e em Nantes organizam-se ‘afogamentos especiais para elas’. Com uma tal revolução-mãe, fica fácil compreender o atual filho. É necessário atentar a ameaças que podem sair por detrás do para-vento dos direitos humanos, e não se deixar enganar.
 
Gregório Vivanco Lopes
Advogado

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