Nunca fui aluno brilhante em matemática. Longe disso. Desde os primeiros bancos escolares sempre tive predileção por história, geografia e português. Cheguei a achar desnecessário, verdadeira perda de tempo saber que o Pi vale 3,1416 e vai ao infinito. Também que o ‘quadrado da hipotenusa é igual à soma do quadrado dos catetos’ conforme preconizou Pitágoras em seu famoso teorema. Hoje sei que estava errado na minha avaliação; São informações preciosas especialmente para quem se envereda pelas ciências exatas.
No curso ginasial, no colégio São Gabriel de Cássia (MG), tive como professor Joseph Henri Maurice Tesson, atualmente aposentado, ele que detinha a excelência das excelências na didática do ensino da matemática. Hoje, conta mais de oitenta e oito primaveras. É de nacionalidade francesa. Veio para o Brasil ainda jovem na condição de Irmão da Congregação de São Gabriel. Posteriormente, já radicado em Cássia, deixou a congregação e se casou com Norma, uma cassiense de família tradicional, extremamente delicada e sensível.
Tesson, como é conhecido, nunca deixou de ser extremamente enérgico e exigente. Porém, com sua invejável técnica de ensinar, conseguia fazer com que a complexa matemática deixasse de ser um monstro repugnante e se transformasse em algo bastante tolerável.
Porém, em face da minha dificuldade na matéria, acabei sendo obrigado a fazer aula de reforço para não ser reprovado. As aulas particulares foram ministradas pela professora Sônia Maria das Graças Silva Campos, também de ótima didática. Ela, depois de algum tempo, mudou-se com a família para Franca e se tornou uma consagrada docente do Educandário Pestalozzi.
Quero hoje render as minhas homenagens a esses dois mestres que muito contribuíram para a minha formação pessoal e profissional.
Afinal de contas, cultura ‘é o que fica depois de se esquecer tudo o que foi aprendido’.
Setímio Salerno MiguelAdvogado empresarial e professor da Faculdade de Direito de Franca.
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