Os pais dos estudantes francanos devem gastar até 10% a mais na compra do material escolar de 2015. De acordo com comerciantes da cidade, os vilões dos preços elevados são a alta do dólar e a inflação. O Procon de Franca recomenda o consumidor a pesquisar preços em, ao menos, três estabelecimentos para economizar.
O proprietário da Papelaria do Contador, localizada na avenida Major Nicácio, Matheus Hakime, disse que alguns produtos não sofreram grandes aumentos, mas para outros a alta chegou a cerca de 10%. “O papel sulfite é um dos que subiu”, aponta.
Para o responsável financeiro da Papelaria Priscila, na avenida Presidente Vargas, Vitor Calambria, a culpada pelo aumento de cerca de 6% no preço dos produtos escolares é a inflação. “O reajuste seguiu a inflação. Outros produtos importados também ficaram mais caros por conta da alta do dólar.”
O dono da Papelaria Universitária, que fica na Estação, Artur Murari, também culpou a inflação pela elevação no preço dos derivados da celulose. “Por ser uma commodity, com a inflação, a celulose acaba subindo.”
Economia
De acordo com o diretor interino do Procon de Franca, Luís Murari, existem maneiras de os pais economizarem no material escolar, apesar da alta nos preços.
Ele recomenda que os responsáveis façam pesquisa de preço e não levem as crianças para a papelaria na hora de comprar o material. “Não tem outra receita a não ser pesquisar. É importante consultar pelo menos três estabelecimentos. Os filhos também podem atrapalhar, pois eles preferem materiais de personagens ou de marcas, que geralmente são mais caros. Se possível, alguns pais podem se unir também para tentar comprar os produtos em grande quantidade e conseguir desconto.”
Murari disse ainda que a legislação não permite que alguns produtos sejam incluídos na lista de material escolar pelos estabelecimentos de ensino. “Materiais de uso coletivo, como sabonete, papel higiênico, material de limpeza, não podem ser pedidos pelas escolas. A prática é abusiva e proibida pelo próprio Código de Defesa do Consumidor.”
Procura
Apesar de ainda faltar cerca de um mês para o início do ano letivo, os lojistas estão sentindo um aumento nas vendas dos produtos de papelaria. Muitos classificam o mês de janeiro como o Natal do setor. “Temos atendido listas de material escolar desde dezembro, pois as escolas particulares geralmente entregam a lista no ato da matrícula”, disse Calambria, que espera um aumento de 80% no movimento da Papelaria Priscila no primeiro mês do ano.
A expectativa do proprietário da Papelaria do Contador é que as vendas dobrem neste mês. “Desde o fim do ano passado temos recebido de 8 a 10 clientes com lista escolar, e a tendência para este mês é que o movimento cresça ainda mais. Dependendo da idade, os pais gastam de R$ 70 a R$ 150 por filho. Os de séries mais baixas acabam tendo mais itens na lista”, disse Hakime.
Ambos os comerciantes afirmaram ainda que as papelarias devem estender o horário de atendimento a partir da metade de janeiro para dar conta da demanda.
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