Temporais mais violentos


| Tempo de leitura: 3 min
Os temporais tendem a ser mais violentos, devido às mudanças climáticas, segundo admitem cientistas há alguns anos. Um dos que já se manifestou nessa linha é o pesquisador Carlos Nobre, do Centro de Pesquisas e Estudos Climáticas ligado ao Inpe (Instituto de Pesquisas Espaciais), de São José dos Campos. Segundo Nobre, as cidades terão que se adaptar à nova realidade climática, coisa que até o momento não aconteceu na maioria delas. 
 
Rodolfo Bonafim, diretor científico da ONG Amigos da Água, lembra que as alterações climáticas não são somente as consideradas globais, mas também regionais, tais como o aquecimento local com suas ilhas de calor e canyons nas cidades. Estes correspondem à cavidade de ar acima das ruas, limitados lateralmente pelas paredes das edificações. A parte superior da cavidade dos canyons urbanos é aberta para o céu permitindo apenas a entrada e saída limitada da radiação solar e da radiação infravermelha (calor) ao longo do dia.
 
O aumento de temperatura nas cidades provoca uma redução da umidade relativa do ar. Isto se explica pelo aumento da pressão de vapor saturado. Para maiores temperaturas, o ponto de saturação é mais alto, diminuindo assim a umidade relativa, explica ele. A potencialização das chuvas é um ciclo vicioso: o elevado grau de urbanização das cidades favorece ocorrências mais fortes. O desenho urbano provoca transtornos como alagamentos, escorregamentos de terra e maior incidência de doenças transmitidas por insetos, tais como a leptospirose.
 
Semana ativa: A CPI da Assembleia Legislativa instalada para investigar as violações de direitos humanos nas universidades paulistas durante trotes, festas e no seu cotidiano acadêmico, realizará quatro reuniões em caráter reservado esta semana, de terça a sexta-feira. Os depoentes solicitaram sigilo e por isso somente poderão participar os membros da comissão, assessorias e convidados. Os trabalhos ocorrem após audiências públicas realizadas pela Comissão dos Direitos Humanos da Assembleia para ouvir denúncias de atos de violência sexual praticada contra calouros. Vítimas depuseram sobre abuso moral, coação, discriminação de gênero e orientação sexual, intolerância étnica e religiosa, consumo de drogas ilícitas e bebidas alcoólicas em excesso. Os fatos ocorreram principalmente durante festas de recepção na medicina da USP. 
 
De olho nos óculos: A Assembleia Legislativa do Estado derrubou em dezembro o veto do então governador de São Paulo, José Serra, ao projeto que proíbe a comercialização de óculos, lentes de contato e de sol por ambulantes ou em estabelecimentos não autorizados. Agora, o texto seguirá para o governador Alckmin. Com a sanção do projeto, será restringida a venda de lentes oftálmicas e de contato, óculos com grau e óculos de sol aos estabelecimentos comerciais especializados e credenciados, que dispõem do conhecimento e da técnica adequada para aferir a qualidade dos óculos e a sua compatibilidade com cada cliente. O projeto também prevê que a comercialização dos óculos de sol com certificação de qualidade emitida pelo IPT poderá se dar por qualquer estabelecimento idôneo.
 
Empurrando com a barriga: A Confederação Nacional de Municípios protocolou ofício na Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica) com solicitação de novo prazo para a transferência dos ativos de iluminação pública aos municípios. O prazo terminou no dia 31 de dezembro. A agência definiu que a partir do primeiro dia de 2015 as distribuidoras de energia elétrica transfiram para as prefeituras luminárias, lâmpadas, relés e reatores. Os postes de luz continuarão sendo administrados pelas distribuidoras de energia. 
 
Wilson Marini
Jornalista - email wmarini@apj.inf.br

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários