Comerciante é morto na garagem de casa em São José da Bela Vista


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O comerciante Miguel Abrahão Nehemy Neto (foto), 64, foi morto a tiros na garagem de casa
O comerciante Miguel Abrahão Nehemy Neto (foto), 64, foi morto a tiros na garagem de casa
O comerciante Miguel Abrahão Nehemy Neto, 64, foi morto a tiros na garagem da casa em que morava no Centro de São José da Bela Vista domingo à noite. Ele levou tiros no peito e na cabeça. A Polícia Civil apura se a vítima reagiu a uma tentativa de roubo ou se ocorreu um homicídio doloso, ou seja, se os autores foram ao local com a intenção de matar. Nada foi levado. As câmeras de segurança da residência registraram a invasão do imóvel e estão sendo analisadas pelos investigadores.
 
Miguel trabalhava como vendedor de legumes, verduras e cereais. Duas vezes por semana, carregava seu caminhão no Ceasa de Franca para fazer entregas em pontos comerciais de São José, Ituverava, Nuporanga e Guará. 
 
A morte brutal chocou os moradores da cidade de 8 mil habitantes, onde quase todos se conhecem. “Ele era uma pessoa boa. Brincava com todo mundo, não tinha problema com ninguém e ajudava muita gente que precisava. Foi um pai que perdi”, disse Alex Donizete de Oliveira, que ajudava Miguel a fazer as entregas há 14 anos.
 
Casado e pai de três filhos adultos, Miguel não bebia e gostava de jogar baralho no Bar do Brás, que fica perto de sua casa. Lá, ele foi visto com vida pela última vez. “Ele chegou por volta das 10 horas da noite, tomou uma ‘coquinha zero’ só e ficou mexendo no celular. Não jogou e saiu às 11 horas e pouco. Ele vinha quase todos os dias aqui. Era um grande amigo”, disse Brás Antônio da Silva.
 
As câmeras mostram Miguel chegando em casa às 23h18. Ele coloca o carro na garagem e, quando o portão eletrônico está se fechando, um homem armado aproveita a abertura e entra correndo na residência. Segundos depois, dois tiros são disparados. 
 
“O portão fechou de vez e o cara ficou trancado na garagem. Ele pediu ajuda para dois comparsas que estavam na calçada. Eles arrombaram o portão social, que fica ao lado, e conseguiram retirá-lo. Depois, fugiram correndo”, contou um sobrinho da vítima, que pediu para não ser identificado. 
 
A mulher de Miguel estava no segundo andar e ouviu gritos e disparos. Ao sair, ainda avistou os três indivíduos correndo em direção à esquina. O marido estava caído na garagem. Não houve tempo para o socorro. Entre a invasão da casa, morte e fuga se passou apenas um minuto. 
 
Não há câmera na garagem onde ocorreu a execução. As imagens mostram apenas a chegada da vítima, invasão e fuga dos criminosos. Eles estavam bem trajados e não usavam máscara ou capuz. Policiais de São José não conseguiram reconhecê-los.
 
“O problema é que a qualidade das imagens não é tão boa para que a gente possa identificar perfeitamente, mas muito vai nos ajudar pelas características físicas e outros detalhes. Não mediremos esforços para descobrir a motivação e, principalmente, a autoria do crime”, disse o delegado Márcio Garcia Murari. 
 
 
 

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