Temos novos governos — federal e estaduais. Em suas posses ouvimos dezenas de promessas e até ameaças, mais resultantes do marketing político que da realidade. São programas de governo e de ajustes, ditos de combate à corrupção e de esquemas que prometem ser rígidos mas poupadores do povo, ao estilo ‘fazer omelete sem quebrar os ovos’. Promessas jogadas ao vento, não primam pela credibilidade.
A presidente e os governadores precisam ter em foco o dever de administrar e resolver os graves problemas que o país vive. Cada um na sua área de atribuição tem que reaquecer a economia, catalisar a volta do crescimento, melhorar a educação, saúde, segurança pública e os serviços que o Estado tem a obrigação de prestar ao cidadão em contraprestação aos impostos arrecadados. Cuidando apenas disso já terão cumprido com deveres e poderão realcançar moral e motivação para voltar a pedir voto. Hoje e ainda por bom tempo é impatriótico pensar em futuras eleições.
Os governantes não devem se esquecer que as manifestações de rua e os quebra-quebra de 2013 tiveram origem no aumento de passagens de ônibus, e, neste momento, as tarifas estão sendo reajustadas em dezena de capitais. Os usuários aceitarão pacificamente?
Outro ponto nevrálgico a ser atacado é eliminar os assaltos em via pública, saidinhas de banco, explosões de caixas eletrônicos, o vandalismo incendiário de ônibus e outros veículos.
Claro, não podem esquecer também, tudo ao mesmo tempo, de dar eficiência à rede escolar como forma de tirar jovens da rua e prepará-los com adequação ao mercado de trabalho.
Não adianta marquetear e fazer promessas pomposas. Chega o que o que já houve nas eleições!
O povo quer governantes responsáveis, que não roubem e nem deixem roubar os impostos arrecadados dando-lhe destinação reta, ética e comprometida com o benefício dos brasileiros.
O Brasil continua esperando ‘que cada um cumpra o seu dever’...
Dirceu Cardoso Gonçalves
Articulista
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