Não tão verde


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Cientistas da Universidade de Minnesota e do NREL (Laboratório Nacional de Energia Renovável), EUA, avaliaram o impacto de diferentes combustíveis dos automóveis no meio ambiente. Entre eles, o etanol de milho, energia elétrica à base de carvão em veículos elétricos (EV), bem como energia eólica, hidrelétrica e solar. Não apenas gases do efeito estufa são avaliados, mas também o impacto sobre a qualidade do ar. Os veículos elétricos mostraram-se piores que os a gasolina e a diesel por resultar em maiores concentrações de partículas em suspensão no ar. Com o carvão, pior ainda.
 
O uso do milho, seja como biocombustível etanol ou combustível para usinas de energia para os veículos elétricos, também resulta em má qualidade do ar, mesmo que reduza o efeito estufa. Obviamente, os melhores geradores são o vento, rios, ondas do mar e o sol. Provindo desses combustíveis, veículos elétricos mostram poder de melhorar a qualidade do ar e emissão de gases de efeito estufa. Um fato inesperado: o uso de veículos elétricos acionados por eletricidade provinda de gás natural tem o segundo menor impacto na qualidade do ar, seguindo-se os híbridos a gasolina. 
 
Tendo em mente que toda forma de geração de energia, mesmo as verdes, produzem impacto ambiental, cientistas do MIT verificaram que parques eólicos não fazem as pessoas ficarem doentes. Pacientes relataram ouvir zumbidos, dores de cabeça, doenças cardíacas, ansiedade, distúrbios do sono que seriam causados por infrassons imperceptíveis das turbinas. Porém, o estudo, com amostra de 1.500 habitantes, mostrou que é dos vizinhos de instalações do tipo, a melhor qualidade de vida. Curiosamente, quem vive a mais de 1.500 metros longe, apresentam pior qualidade de vida. O único mal que os geradores geram é ruído aborrecedor.
 
Mario Eugenio Saturno
Tecnologista do INPE (Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais)

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