Especialistas em previsões dos mais diferentes matizes, ouvidos pelo Comércio, foram unânimes em apontar uma verdadeira ‘virada’ para a cidade e o País neste ano que começou na última quinta-feira. Búzios, cartas e ‘intuições’ apontam para um período em que os principais setores econômicos de Franca (indústria e comércio) conseguirão dar a volta por cima ao ano de 2014. A cidade sofreu com o baixo crescimento, principalmente por causa da retração que da indústria calçadista no ano passado, com redução na produção e aumento nas demissões. E isso, por consequência, impactou de forma negativa o comércio local, além do setor de serviços que também se ressentiu.
Por isso, começar o ano com a expectativa de uma melhora na nossa economia, com a recuperação de empregos e a expansão no comércio traz uma esperança de que tudo melhore, embora os prognósticos ainda não permitam vislumbrar uma mudança no cenário que hoje se desenha, pelo menos em curto prazo. As medidas adotadas pela nova equipe econômica do segundo mandato de Dilma Rousseff, endurecendo as regras para a concessão de benefícios sociais, como o seguro desemprego e pensões para viúvas de beneficiários da Previdência Social, entre várias outras, ainda não são capazes de mudar o quadro de baixo crescimento e estagnação econômica.
Como ainda não houve o anúncio de outras reformas que certamente serão divulgadas, não se conhece ainda o seu alcance e muito menos o que elas poderão provocar. A economia brasileira dá mostras de que só vai retomar a trilha de crescimento, iniciando a sua recuperação, em 2016, num reflexo do que vem sendo decidido agora. Desta forma, a grande fé do francano é que desta vez pais de santo e videntes acertem as suas previsões, porque o País não vai conseguir suportar um ano semelhante ao que passou. Temos que ter confiança e esperança numa reviravolta em prazo mais curto. Todo o Brasil depende disso.
A questão, agora, é esperar que o governo realmente trabalhe no sentido de recuperar o setor produtivo brasileiro, deixando de lado outras ações que só serviriam para atravancar todo o progresso que se conseguiu até o momento. Insistir na tal ‘regulação da mídia’ (que não passa de censura aos órgãos de comunicação) como defendeu o novo ministro das Comunicações, Ricardo Berzoini, logo em sua posse, ou na regulamentação dos conselhos populares, não trará qualquer resultado prático para o grande problema do Brasil, hoje, que é a estagnação da economia. As indústrias precisam voltam a produzir e a contratar, ampliando a sua participação no comércio exterior; a corrupção necessita ser combatida com seriedade e o governo deve aprender a gastar com sobriedade e responsabilidade: é disto que o País precisa para voltar a crescer. Tudo o que mais se definir não passa de agenda ideológica incapaz de conseguir estimular a economia brasileira.
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