Ofereço a meu leitor a música Desafio de Poder, composta por Almir de Araújo, Marquinho Lessa, Hércules Corrêa e Balinha, imortalizada pela voz da ‘Cigarra’ Simone Bittencourt de Oliveira. Empenhe-se em compreender a mensagem. Resgate seus valores. Crie um cenário mental. Perceba-se nele. Somos os personagens!
Se apenas fizer ‘carnaval’ acompanhando Simone cantar não se permitirá o ‘soco no estômago’ que merecemos todos por estarmos tão alheios à realidade. Exponha-se, saia de seu quadrado, olhe em volta, ‘tome ciência’. Deixe o esconderijo que, acovardado, se impôs para esperar que algo caia do céu por descuido. Nada mudará se não fizermos força na mesma direção.
Um voto de confiança à ‘Pátria Educadora’, expressão cunhada pela presidente Dilma Rousseff em seu discurso de posse. Que seja preocupação genuína dela — só educação pode salvar um país — e não a continuidade da ‘pátria educadora’ que tem forçado pessoas a acreditarem que se pode ter o peixe sem aprender a pescar, que crimes e criminosos são o que há; e que ética e moralidade não estão com nada. Que acabe logo essa ‘pátria educadora tão eficiente’ que convence homens dignos a repensarem se a tal dignidade vale mesmo a pena.
Ofereço, no portal gcn.net.br, junto à publicação eletrônica deste texto, cartuns e charges sobre o Brasil de hoje. Urge acreditar na presidente e nos bons propósitos que ela possa ter, especialmente porque precisa depurar sua gestão de tantos escândalos. Se ela não conseguir, não haverá legado para os brasileiros de bem. Vamos nos igualar todos, ‘por baixo’. Torçamos, então. ‘Vamos ver se a papelada, desta vez, é prá valer’.
É ruim de segurar
Assim não dá,
é padecer
Do jeito que está
Vamos pagando prá sobreviver
Se trocou não mudou nada
Jogo de carta marcada
É só perder
A panelinha armada
Tem muita brasa
E ninguém bota pra ferver
Isso aqui tá brincadeira,
Isso aqui tá brincadeira / Ou será que não está, tá, tá, tá,
Brasileiro, brasileira / Tá na hora de gritar
Chega / De levar tanta porrada
Vamos ver se a papelada
Dessa vez é prá valer, prá valer
Chega / Tá virando sacanagem
As promessas são bobagens
Que só faz aborrecer
Cansado / Rasgo a fantasia
Dessa anarquia / Na disputa do poder
Piuí, piuí, puá, puá (poire-poire)
Eu quero ver onde essa zorra vai parar
Piuí, piuí, puá, puá (poire-poire)
Eu quero ver onde essa zorra vai parar
Luiz Neto
jornalista, editor de opinião - luizneto@comercioafranca.com.br
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