Moradores de bairro de Restinga reclamam do asfalto que nunca chega


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Motociclista passa por rua com pedras e terra em bairro de Restinga
Motociclista passa por rua com pedras e terra em bairro de Restinga
Logo na entrada do município de Restinga, às margens da rodovia Fábio Talarico, existe um bairro quase que esquecido pelas autoridades da cidade vizinha a Franca. Os mais de 250 moradores do Alto da Boa Vista esperam o asfalto há 14 anos, desde que o local foi inaugurado.
 
Em fevereiro deste ano, o Ministério Público entrou com uma ação que exigia a implantação das galerias pluviais no bairro, prometidas para setembro de 2011, e primeiro passo para o asfaltamento. Hoje, as manilhas que deveriam ser utilizadas na implantação do sistema estão espalhadas pelos terrenos do bairro. Moradores reclamam que apenas um trecho das galerias começou a ser construído. Na época da imposição do MP, os vizinhos formaram uma comissão de fiscalização, que recebeu a promessa de que tudo estaria pronto neste mês.
 
As britas espalhadas pelas ruas de terra vermelha foram uma providência tomada pelos próprios moradores, que improvisaram para não ficar no meio da poeira nos dias de calor ou do barro, em dias de chuva. Para o morador Lázaro Alves de Souza, 77, o problema se agravou com a indefinição política que a cidade está vivendo, desde que o prefeito eleito em 2012, Paulo Pitt, foi deposto, acusado de improbidade administrativa. 
 
“Sai um e entra outro e continua tudo igual. Desde quando o prefeito [Clarindo Ferracioli] Belão morreu, eles prometem esse asfalto e nada de fazer”, disse.
 
Outra moradora que reclama da situação do bairro em que vive há três anos, é a supervisora de Recursos Humanos Rita de Cássia Lopes Costa, 39. Para ela, os grandes culpados pela situação precária do local são os vereadores. 
 
“Um parente meu é vereador, então, falo por experiência própria que é por causa deles que esse bairro não se desenvolve, eles querem mandar mais do que o prefeito”, disse ela, sem detalhar. “Não queremos o asfalto de graça, mas nem pagando ele vem”, desabafou.
 
Espera
Belquior Antônio Custódio, soldador de 52 anos e ex-morador do bairro, disse que o local está em situação de calamidade. “Eles construíram as guias há dois anos, mas já está quase tudo destruído. As galerias começaram a ser feitas, mas pararam na metade. O trevo [que liga a rodovia ao bairro] foi inaugurado, mas não adianta se não houver asfalto. Mas o pior é a escola, que está quase pronta, mas foi abandonada”, disse.
 
A Prefeitura de Restinga foi procurada para se manifestar a respeito, mas estava fechada em virtude dos feriados de final de Ano. O Ministério Público, que determinou ao Executivo que realizasse as obras no bairro, também encontra-se em recesso. 

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