Quadrilha do agrotóxico falso acaba desbatarada em mega operação


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Alexandre Ferreira fecha o ano como começoiu: sob suspeita
Alexandre Ferreira fecha o ano como começoiu: sob suspeita
Uma mega operação, realizada em conjunto pela Polícia Civil de Franca e Gaeco (Grupo de Atuação Especial de Repressão ao Crime Organizado), culminou na prisão de uma quadrilha especializada em falsificar agrotóxicos, no dia 5. Foram presas 24 pessoas, incluindo os seis líderes, e apreendidos mais de 60 veículos, entre caminhões, carreta, um Camaro amarelo, caminhonetes de luxo, uma lancha, dois jet skis, milhares de produtos usados na falsificação e cinco armas de fogo. As apreensões somaram cerca de R$ 20 milhões. Duas ruas próximas ao 3º DP foram fechadas para abrigar os produtos recolhidos. Seis laboratórios de produção e rotulagem foram fechados. O grupo era baseado em Franca, tinha ramificações em Ribeirão Preto, Igarapava e Araxá-MG, e distribuía os produtos para ao menos sete estados. A prisão ganhou destaque na imprensa brasileira.
 
No primeiro dia do mês dois irmãos empresários ligados ao setor de couros foram presos em Franca, acusados de crime contra a ordem tributária. A prisão foi feita pela Polícia Civil de Adamantina, região de Presidente Prudente, e contou com o apoio de agentes da DIG local. Leomar Fenske, 44, e Elemar Zictor Fenske, 48, são diretores da empresa Couroada-Bark, instalada no Jardim Planalto, e, segundo a polícia, respondem a diversos inquérito por sonegação. Apenas em um dos processos, a dívida com o fisco é de mais de R$ 1,2 milhão. Policiais disseram informalmente que a soma dos débitos de todas as representações abertas contra os acusados ultrapassaria R$ 100 milhões.
 
No dia 10, uma forte chuva no fim da tarde causou transtornos e alagamentos em diferentes pontos de Franca. No Parque Vila Isabel, a água inundou uma creche municipal e as crianças precisaram ser colocadas em cima das mesas. Na avenida Doutor Ismael Alonso y Alonso, o córrego Cubatão transbordou próximo da unidade II do Uni-Facef e da cachoeira, e a via ficou intransitável. Na avenida Antônio Barbosa Filho, parte da parede de proteção do córrego dos Bagres foi levada pela enxurrada. Apesar das ocorrências, ninguém ficou ferido.
 
No dia 11, o pedreiro Luiz Carlos de Andrade, 61, foi assassinado a facadas pelo próprio filho, na manhã de ontem, no Jardim Aeroporto III. Teriam sido oito golpes. O crime aconteceu no meio da rua, a poucos metros da casa da família, e o autor, Robson dos Santos Andrade, 28, foi preso em flagrante pela Polícia Militar.
 
Na manhã do dia seguinte, um crime envolvendo pai e filho chocou a pequena Buritizal. Ambos foram encontrados mortos no banheiro da casa onde moravam no Centro daquela cidade. Segundo a polícia, tudo indica que o pai, um aposentado de 83 anos, matou o filho de 58 anos e se matou em seguida. Ele teria utilizado de uma faca, encontrada junto aos corpos das vítimas.
 
No dia 10 o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) enviou para Câmara, em regime de urgência e sem aviso ou discussão prévia, um projeto de lei que altera a forma como os médicos contratados pela Prefeitura são pagos. A justificativa apresentada foi a adequação às exigências que constam do acordo assinado pelo prefeito com o Ministério Público Estadual para acabar com a prática que ficou conhecida como ”indústria das horas extras“. No dia 16, o projeto, que abre brecha para a realização consultas relâmpagos sem controle, gerando ”supersalários“, foi aprovado. 
 
Ainda na mesma semana, um relatório do Cremesp (Conselho Regional de Medicina do Estado de São Paulo), que faz parte de uma sindicância aberta para apurar irregularidades nos serviços prestados pela Organização de Saúde ICV (Instituto Ciência da Vida) no Pronto-socorro ”Álvaro Azzuz“, mostra que o pagamento de supersalários a médicos ainda é uma realidade. Desta vez, não são os profissionais da Rede Municipal de Saúde os beneficiários, mas, sim, médicos contratados pelo instituto. E, indiretamente, pagos pela Prefeitura.
 
Um grave acidente de trânsito envolvendo um carro e uma moto deixou duas vítimas fatais na tarde do dia 14, na Vila Santa Terezinha, em Franca. Júnior César Barbosa Barbara, 28, e Juliana Cristina Lopes, 23, morreram após a motocicleta em que estavam ser atingida violentamente por um Santana dirigido por um sapateiro de 40 anos. Ele fugiu do local sem prestar socorro, mas foi identificado.
 
O plano do prefeito Alexandre Ferreira de terceirizar todo o atendimento de urgência e emergência da cidade, repassando a uma OS (Organização de Saúde) a tarefa de gerenciar os prontos-socorros acaba de ser interrompido. Uma decisão da Justiça do Trabalho, publicada nesta quarta-feira, proíbe a Prefeitura de Franca de transferir para uma OS (ou qualquer entidade privada) a administração dos PSs. A decisão, assinada pela juíza substituta da 2ª Vara do Trabalho de Franca, Ana Maria Garcia, faz parte de uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho contra a Prefeitura. 
 
Uma escola da rede privada de ensino de Franca está entre as 200 instituições do País com as maiores médias na edição 2013 do Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). Os dados foram divulgados no dia 22 pelo Inep (Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas) e consideram os resultados alcançados nas provas objetivas de matemática, linguagem, ciências da natureza e ciências humanas, além de redação. Com média de 646,9, o Novo Colégio é escola de destaque. Ela alcançou a posição de 178 no ranking nacional após a participação de 38 alunos no exame, entre os 240 estudantes matriculados no Ensino Médio. No Estado de São Paulo, o colégio conquistou o 48º lugar. Em Franca, o Novo Colégio foi o primeiro colocado com maior média entre as 29 escolas da cidade que tiveram ao menos 50% de participação no exame. Foram avaliadas 14.715 no país. 
 
Em apenas 60 dias, a Prefeitura de Franca gastou em publicidade quase metade do total previsto para um ano. Segundo dados obtidos junto ao TCE (Tribunal de Contas do Estado) e ao site da Prefeitura de Franca, de 17 de setembro a 17 de novembro deste ano, foram emitidas 20 ordens de fornecimento no total de R$ 1.330.535,10, o equivalente a R$ 22.175 por dia ou quase R$ 1 mil por hora. Todas para uma única empresa, a Versão BR, sediada em Ribeirão Preto e especializada em propaganda política.

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