A sessão do dia 5 na Câmara Municipal tinha tudo para ser tranquila. Mas não foi o que se viu. O relatório apresentado pela Comissão de Ética, inocentando o vereador Miguel Laércio Mathias (PP), o Laercinho, das acusações de falta de decoro, foi o estopim de uma confusão que dominou os trabalhos no Legislativo e, por muito pouco, não terminou em agressão física de um vereador contra um empresário que acompanhava as votações.
A CEI (Comissão Especial de Inquérito) aberta pela Câmara Municipal para apurar irregularidades no atendimento da rede municipal de saúde concluiu no dia 7 sua investigação. Ao todo, são 13 volumes e mais de 2.380 folhas com o depoimento de 42 testemunhas, prontuários de pacientes, holerites de médicos e documentos. Os três vereadores que compõem a comissão, Valéria Marson (PSDB), Márcio do Flórida (PT) e Daniel Radaeli (PMDB), decidiram apresentar um único relatório final. No documento, responsabilizam o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) e sua secretária de Saúde, Rosane Moscardini, pela crise enfrentada na saúde e pedem a abertura de um processo de cassação contra o prefeito. O processo foi negado pela maioria dos vereadores, integrantes da base aliada de Alexandre Ferreira, mas o relatório foi enviado ao Ministério Público..
Dois incêndios registrados na noite do dia 8 mobilizaram o Corpo de Bombeiros de Franca. No primeiro, ocorrido pouco depois das 18 horas, três pessoas ficaram feridas em um bar, após explosão de gás. O segundo atingiu o Depósito Central da Prefeitura de Franca, instalado em um dos antigos pavilhões da Francal, no Complexo Poliesportivo. Não houve feridos, mas o 9º Fest Bar teve que ser interrompido e o que havia no depósito, incluindo uma grande quantidade de medicamentos e uma Kombi, foi destruído. Todos os esquipamentos que foram comprados para uma nova unidade de saúde, no jardim Aeroporto, foram destruídos.
Cerca de 300 funcionários da empresa de calçados Tenny Wee paralisaram as atividades no dia 21 e protestaram na área externa da fábrica, localizada no Distrito Industrial. Segundo eles, a mobilização foi motivada pelo não pagamento da quinzena salarial. o que deveria ter sido feito na última quarta, 20. Os funcionários reclamavam também do não pagamento do Fundo de Garantia por tempo de Serviço. De acordo com eles, de 2011 a 2013 o fundo não foi depositado. Além disso, o pagamento do mês sempre atrasa.
No dia 22 a Tenny Wee demitiu cerca de 400 funcionários, que corresponderia ao total de empregados atualmente. Num clima de tensão e tristeza, os profissionais aguardavam desde o começo da manhã a chegada do documento do aviso prévio de demissão que estava sendo preenchido na empresa Schio, propriedade da Tenny Wee. Durante as horas de espera, os funcionários avaliavam a situação como um ”clima de velório“.
Em meio a tanta notícia ruim, uma boa: Franca recuperou a posição que havia perdido há quatro anos e voltou a ocupar o posto de melhor serviço de saneamento básico do país. O ranking, elaborado pelo instituto Trata Brasil e divulgado no dia 27, mostra a situação dos 100 maiores municípios brasileiros e corresponde aos dados obtidos em 2012 pelo Sistema Nacional de Informações sobre Saneamento (Snis), divulgados anualmente pelo Ministério das Cidades.
A população de Franca atingiu neste ano a marca de 339,4 mil habitantes, segundo estimativa divulgada no dia 28, pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas). O montante representa cinco vezes um município como Batatais e coloca Franca como uma cidade de médio porte (entre 100 mil e 500 mil habitantes) e uma das maiores do País. No ranking nacional, ela fica entre as 80 com maior número de habitantes. No Estado, a cidade, referência na fabricação de calçado, ocupa a 21ª posição.
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