Prefeito aproveita a distração da Copa e aumenta valor da tarifa de ônibus


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Dois coletivos foram queimados no Aeroporto III, após aumento da passagem
Dois coletivos foram queimados no Aeroporto III, após aumento da passagem
Fosse na calada da noite já seria ruim. Mas não. Foi pior. Em meio ao clima da Copa do Mundo, numa sexta-feira (dia 4), quando a maioria dos francanos já havia encerrado seu expediente — até mesmo o do Paço Municipal estava prestes a terminar —, a Prefeitura enviou nota à imprensa anunciando o aumento da passagem do transporte público municipal. A tarifa da São José passa de R$ 2,80 para R$ 3,10 a partir do dia 10.
 
As demissões voltaram a assombrar as empresas do setor calçadista de Franca. De acordo com dados do Sindicato dos Sapateiros de Franca divulgados no dia 2, em média, 30 rescisões têm sido homologadas por dia em sua sede. A escassez de pedidos, consequência da queda nas vendas, é apontada como a causa para as demissões do setor em Franca, que têm atingido até mesmo empresas de grande porte e tradicionais na cidade. 
 
Nos últimos sete anos, nunca choveu tão pouco em Franca como no primeiro semestre deste ano. De janeiro a junho de 2014, o município registrou apenas 494,9 milímetros de chuva. O volume é menos da metade do registrado no mesmo período do ano passado, quando a precipitação foi de 1.078,3 milímetros. Os dados são do Ciiagro (Centro Integrado de Informações Agrometeorológicas) e da Defesa Civil do Estado de São Paulo e foram divulgados no dia 3
 
Um levantamento feito pelo CFM (Conselho Federal de Medicina) em parceria com a ONG (Organização Não Governamental) Contas Abertas, divulgado no dia 10, mostrou que Franca tem um dos piores investimentos na saúde do Estado de São Paulo. Segundo a pesquisa, por dia, o município gasta R$ 1,17 por habitante, o equivalente a R$ 427 por ano. O valor coloca Franca em uma posição nada honrosa, a de 4ª pior cidade em investimentos na saúde. 
 
O vereador e candidato a deputado estadual por Franca, Miguel Laércio Mathias, o Laercinho (PP), foi flagrado oferecendo no dia 11 dinheiro, vaca e até mudas de eucalipto da Prefeitura para que o dono de um sítio às margens da Estrada Rural ”Manuel Mathias“ (pai do vereador), no Paiolzinho, não criasse problemas pelo fato de suas terras terem sido invadidas pela Prefeitura de Franca, que está fazendo o alargamento da via. 
 
Dois ônibus da Empresa São José, que detém a concessão para o transporte público em Franca, foram destruídos em ação criminosa registrada pouco antes das 6 horas do dia 14. O ataque ocorreu na rua Denizar Trevisan, quase esquina com a rua Alely Antunes de Paula, na divisa entre os bairros Jardim Aeroporto III e Santa Bárbara. Dois marginais participaram da ação. A polícia desconhece a motivação do atentado.
 
O clima de apreensão entre os empresários do setor calçadista ficou evidente durante a abertura da 46ª Francal em São Paulo, no dia 15. O tradicional discurso de otimismo e boas vendas que reinou em outras edições, em 2014, deu lugar a desabafos e clamor por proteção divina. E a apreensão foi legítima, já que grande parte dos empresários francanos consideraram a feira de satisfatória ou ruim, durante o seu encerramento, no dia 18. Com vendas abaixo da média tradicional, o setor calçadista teve um segundo semestre mais amargo que o esperado.
 
Duas mulheres morreram após serem atropeladas no início da manhã do dia 20, em Franca. Um Volkswagem Gol, que seguia pela avenida São Vicente rumo à Vila Hípica, atingiu as vítimas após seu motorista perder o controle na altura do clube dos Servidores Municipais, capotar e atingi-las na calçada. No carro, bebidas foram encontradas. Ninguém soube dizer a velocidade do carro. Segundo a Polícia Militar, eram pouco mais de 7h30 quando o sapateiro LFBS, 18, perdeu o controle do carro ao realizar uma curva na subida da avenida. Além do motorista, estavam no veículo uma mulher, no banco do carona, e outro homem, no banco traseiro. Os dois passageiros chegaram a ser arremessados para fora do automóvel no momento do acidente. Boa parte do alambrado existente no local foi arrancado pelo impacto. 
 
Uma ação civil pública movida pelo Ministério Público do Trabalho contra a Prefeitura ameaça o funcionamento das mais de 40 creches municipais que atendem cerca de 6 mil crianças. No processo, que tramita na 2ª Vara do Trabalho de Franca, o procurador do Trabalho Élisson Miessa dos Santos defende que os convênios assinados pela Prefeitura com as entidades assistenciais para gestão das creches são ilegais e pede à Justiça o fim da parceria.
 
Foi em meio a mais nova polêmica de sua administração, que o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) convidou jornalistas para um encontro em seu gabinete na manhã do dia 30. Ele fez uma breve apresentação do que classificou como avanços de sua gestão. 

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