Aprendizado de alunos em Português e Matemática deixa a desejar


| Tempo de leitura: 2 min
Moradores da Vila São Sebastião entram em confronto com a polícia
Moradores da Vila São Sebastião entram em confronto com a polícia
Logo nos primeiros dias do mês, uma notícia triste: o nível do aprendizado de português e matemática nas escolas estaduais de Franca deixa a desejar. Pelo menos é o que aponta levantamento feito com base no resultado do Idesp (Índice de Desenvolvimento da Educação do Estado de São Paulo) 2013, em que 66% das unidades escolares da cidade tiveram notas abaixo da meta proposta pela Secretaria Estadual. As notas correspondem ao resultado das provas, no caso o Saresp, realizadas por estudantes do 5º e 9º anos e também por alunos matriculados no 3º ano do ensino médio, com o objetivo de avaliar a qualidade do ensino da escola.
 
Outra péssima notícia neste mês de abril: responsável por 80% do abastecimento de Franca, o rio Canoas, na divisa de São Paulo com Minas Gerais, sofria com o período de estiagem. Com chuvas bem abaixo da média, o nível do rio diminuiu drasticamente e fez aparecer bancos de areia que antes ficavam submersos. Devido ao baixo volume, a Sabesp (Companhia de Saneamento Básico do Estado de São Paulo) de Franca, preocupada com a situação, acaba de acender um sinal de alerta e pede a colaboração da população para evitar o desperdício. No decorrer do ano, a situação tornou-se mais difícil, afetando o abastecimento de água em vários bairros de Franca.
 
No dia 9, a Vila São Sebastião foi palco de um confronto entre policiais militares e, em sua maioria, moradores do bairro. O tumulto, que transformou o cruzamento das ruas Cláudio Silveira com Jerônimo Re is em uma praça de guerra, teve início logo após a abordagem de um suspeito de comandar o tráfico de entorpecentes naquela região da cidade. PMs alegaram que foram atacados primeiro. Vizinhos do local dos fatos dizem que tudo começou em razão da truculência do grupo de policiais que chegou para apoiar a abordagem. O comando do 15º Batalhão da PM de Franca anunciou, no mesmoi dia, que havia instaurado IPM (Inquérito Policial Militar) para apurar responsabilidades. Há imagens gravadas do confronto. Elas foram entregues ao comando da PM para análise.
 
Bastaram 40 dias para a Prefeitura de Franca mudar de ideia e encerrar a parceria de oito anos que garantia o acesso de professores e alunos a um dos programas educacionais de maior sucesso da rede municipal de ensino, o Jornal Escola. Sem qualquer aviso ou comunicado oficial, as mais de 40 escolas municipais inscritas no Jornal na Sala de Aula, organizado e oferecido gratuitamente pelo GCN, que publica este Comércio, não participam mais do programa. Na primeira oficina que abriria os trabalhos deste ano, na noite do dia 24, apenas três professoras da rede municipal compareceram. O auditório ficou praticamente vazio. O prefeito Alexandre Ferreira prometeu substituir o programa por outro, mas da mesma forma como fez com o Proerd (Programa Educacional de Resistência às Drogas), realizado em conjunto com a Polícia Militar e cancelado pelo prefeito, que anunciou uma “nova abordagem”, nada foi feito para substituí-lo.

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários