Calvário e morte de Luara marcam o 1º mês do ano


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Francano sofreu com o tempo seco por todo ano, mas janeiro registrou recorde
Francano sofreu com o tempo seco por todo ano, mas janeiro registrou recorde
Logo no dia 6 do primeiro mês de 2014, o sitiante Wirlene Ferreira da Costa, 65, ao trafegar pela rodovia Ronan Rocha, depois de tomar cervejas com amigos durante o dia em Delfinópolis, bateu de frente com a moto pilotada pela sapateira Franciele Aparecida Silvério Evangelista, 25. Ela morreu na hora. O marido dela, Arnaldo Fornel Júnior, que estava na garupa, quebrou a perna e foi levado para a Santa Casa. Eles haviam se casado em dezembro. Wirlene teve que se esconder em uma viatura da polícia para não ser linchado.
 
Três dias depois, a cidade se comoveu com o calvário enfrentado pela jovem Luara Prieto Ribeiro, 25. Ela morreu no CTI (Centro de Tratamento Intensivo) da Santa Casa de Franca. Luara sofria desde o dia 15 de dezembro com uma infecção urinária. Passou oito vezes por atendimento no Pronto-socorro ”Álvaro Azzuz“. Foi internada por duas vezes na Santa Casa de Franca, onde passou por duas cirurgias. Não resistiu. Para sua família, sua morte é o retrato do descaso no atendimento público de Saúde. Vários outros casos semelhantes foram registrados no decorrer do ano, provocando até uma CPI na Câmara Municipal.
 
Já no dia 16, a sorte e a atenção de policiais militares foram determinantes para que um grupo de ladrões fosse desmantelado. Eles moravam em uma residência de luxo, no Jardim Flórida. No total, cinco indivíduos foram enquadrados como suspeitos de participação em vários furtos na zona sul de Franca. Destes, três acabaram presos em flagrante por furto qualificado: o francano e dono da casa Ariel Anderson e Silva, 22, e os mineiros Mikael Cândido, 20 e Daniel da Silva, 53. Outros dois respondem a inquérito em liberdade.
 
Depois de dois meses em coma, o pastor e advogado Samuel de Souza Rodrigues, 42, morreu durante a madrugada do dia 20. Ele estava internado no Hospital Regional, tentando se recuperar de uma lesão no cérebro, sofrida após ser atingido por madeiras enquanto fazia compras em uma madeireira do Jardim Redentor. As circunstâncias do caso continuam envoltas em mistério. O pastor era casado com a também pastora e ex-vereadora Mirian de Carvalho, líder da igreja Evangelho Quadrangular. Eles fariam sete anos de casamento naquela semana. 
 
No dia seguinte, agentes do 2º Distrito Policial de Franca fecharam um bordel que funcionava na rua Major Moura Matos, no Jardim Dermínio. A proprietária do estabelecimento e a gerente foram presas em flagrante por exploração sexual de menor. Segundo a polícia, entre as garotas de programa estava uma jovem de 17 anos, que confessou se prostituir no local e pagar uma “taxa” pelos serviços da casa. As duas mulheres, se condenadas, podem pegar até 10 anos de reclusão.
 
Diante da enxurrada de problemas na rede municipal de saúde, o prefeito O que era para ser o fim da dor e angústia para uma criança de 5 anos se transformou em mais um sofrimento. Após 18 dias de espera, depois de ter se machucado em um escorregador de madeira em um parque do Jardim ¶ngela Rosa e ter uma farpa de madeira em seu bumbum, a menina passou por cirurgia na Santa Casa no dia 26. O problema é que, de acordo com a família da menina, a intervenção cirúrgica não foi feita na área onde estava o fragmento de madeira. 
 
Muito calor, ar seco e pouca chuva. O primeiro mês de 2014 terminou mas não será esquecido com facilidade pelos francanos. Segundo dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), Franca teve em janeiro deste ano o menor índice de chuvas para o mês nos últimos 38 anos. Franca nunca registrou um calor tão intenso como no início deste ano. O primeiro mês de 2014 terminou como o janeiro mais quente da história da cidade desde que as medições começaram, em 1961. Segundo dados do Inmet (Instituto Nacional de Meteorologia), a média máxima registrada no mês ficou em 29,9ºC. A temperatura mais alta foi registrada às 16 horas do dia 4 de janeiro quando os termômetros alcançaram 33,4ºC.
 
A madrugada do dia 24 foi terrível para dois empresários e cinco de seus funcionários. Os patrões tiveram que lidar com um prejuízo superior aos R$ 400 mil. Já os empregados foram obrigados a conviver com o trauma de ter uma arma apontada em sua direção e ficar trancados durante horas esperando por socorro. Ninguém foi preso. Um dos casos ocorreu por volta da 1h30, em uma fábrica de solados no Distrito Industrial. Uma hora depois de uma empresa que armazenava couro e está instalada à beira da rodovia Tancredo Neves, que liga Franca a Claraval ter sido invadida.

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