Que venha o ano novo


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Chegamos ao último dia de 2014. O ano novo se apresenta em menos de 24 horas e, como se dizia antigamente, é momento de renovar as esperanças num mundo melhor. Nós, brasileiros, vamos enfrentar um período bastante difícil, com aumento de impostos, taxas e tarifas, uma inflação em índice acima da meta traçada pelo governo; preços em alta e crédito mais difícil. O crescimento brasileiro, caso as reformas implementadas pela presidente Dilma Rousseff (PT) e sua nova equipe econômica não surtam os efeitos desejados, pode manter a estagnação do crescimento. Vamos torcer para que isto não aconteça. A esperança é grande e, independente de quem esteja ocupando o Palácio do Planalto, temos que manter o otimismo e trabalhar para que o País saia desta situação em que hoje se encontra.
 
O ano de 2014 deixa o Brasil parado diante de seus vizinhos (com exceções, como a Argentina, que ontem admitiu estar em recessão) e outros do seu porte. Neste ano que hoje termina os números foram perversos, principalmente para o francano, que viu o desemprego evoluir, as vendas (nos mercados externo e interno)se retrairem, afetando toda a cadeia da economia local. O Brasil registra hoje um PIB (Produto Interno Bruto, que mede o desempenho econômico do País) estagnado, próximo do zero. Ainda continuamos com uma carga tributária perversa, que atinge de forma indistinta todas as classes econômicas, já que incide sobre os rendimentos e o consumo. Pela primeira vez em décadas, o comércio exterior deve apresentar déficit e, se nada for feito, a situação pode perdurar em 2015.
 
Desta forma, cabe ao brasileiro esperar que os governos, em todos os níveis, busquem soluções para uma economia paralisada no tempo, afetando os setores produtivo e de serviços. Temos de esperar que nossos legisladores abandonem a linha de atuação dos últimos anos, procurando ajudar o País, como um todo, a retomar o crescimento. É preciso que o interesse nacional se sobreponha ao fisiologismo e ao corporativismo que predominam em nossas casas de lei. Até agora, o contribuinte brasileiro tem arcado com desmandos, desvios e incapacidade administrativa. E isso não pode continuar. Devemos torcer para que se concretizem as reformas tributária (mais justa e menos sufocante) e política (capaz de fechar os gargalos que estimulam a corrupção). Enquanto não se agir assim, não poderemos esperar grandes melhorias neste quadro sombrio que se desenha para os próximos anos.
 
Os brasileiros esperam receber serviços públicos de qualidade, como nos setores de saúde, educação e segurança. Uma mudança nos nossos códigos de lei, principalmente o penal, seria imprescindível para que a população volte a acreditar na Justiça e a se sentir segura outra vez. Que venha 2015, trazendo consigo uma nova era de esperança e de crescimento. É tudo o que os brasileiros em geral (e os francanos, em particular) esperam para este novo ano que chega. Mas isso não cai do céu. Dependerá da competência com que Dilma, a ser empossada amanhã, e seus novos ministros, se conduzirão diante de um quadro que, segundo economistas abalizados, é preocupante. O país não pode andar para trás. 
 
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