2014 foi um ano marcado por denúncias na rede municipal de Saúde. O ano mal havia começado e uma série de mortes suspeitas era registrada no Pronto-socorro ‘Álvaro Azzuz’. Ao todo, foram oito pessoas (sete em 2014) que perderam a vida em circunstâncias que levantam suspeitas de negligência e erro médico. Não houve um pedido de desculpa ou explicação por parte da Prefeitura. Passado quase um ano, o silêncio permanece.
Depois, veio a público um ofício em que o próprio diretor do Pronto-socorro Infantil pede a interdição do local por falta de condições de higiene. O prédio estava tomado por baratas e ratos. Em seguida, uma auditoria do Ministério do Trabalho comprovou a existência de um esquema ilegal de pagamento de horas extras inexistentes a médicos da rede municipal. O ano não havia chegado a sua metade quando a administração Alexandre Ferreira na Saúde virou alvo de uma CEI (Comissão Especial de Inquérito) por parte da Câmara Municipal.
Tantos problemas em uma área tão sensível como a Saúde não passaram em branco para a população, que deu nota 4,1 para o serviço prestado. Segundo a pesquisa Datalink, 31% dos francanos consideram o atendimento municipal de saúde péssimo. Nem a experiência acumulada pelo prefeito nos seis anos em que comandou a Secretaria Municipal de Saúde serviram para mudar esse quadro. Sem respostas e medidas efetivas, Alexandre encerra 2014 com a pior avaliação da área em 10 anos.
O mesmo se repete no quesito festas populares. Com mais de 40 anos de história, desde que Alexandre Ferreira assumiu, a Expoagro não é realizada nos moldes tradicionais. A maior festa da cidade tem se resumido a exposições de animais e pequenas apresentações artísticas sem expressão. O resultado foi uma enxurrada de críticas que se refletiu na avaliação da população sobre os eventos municipais, que receberam nota 3,7.
O desempenho ruim nestas duas áreas acabou influenciando diretamente a avaliação geral do governo tucano, que caiu de 6,1 para 5,8.
Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.