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A administração Alexandre Ferreira (PSDB) chega ao final de seu 2º ano de mandato com a pior avaliação desde que o Comércio começou a avaliar os governos municipais, há dez anos. Em 2014, os eleitores francanos deram a seu governo nota 5,8, a mais baixa desde 2005, quando o Comércio realizou a primeira pesquisa com a opinião dos francanos sobre a administração municipal. Na época, o ex-prefeito Sidnei Rocha completava seu primeiro ano de governo.
Na pesquisa encomendada pelo jornal e realizada pelo Datalink - Pesquisa de Mercado e Opinião -, os eleitores avaliam o governo com notas de zero a 10. Neste segundo ano à frente da Prefeitura, a nota de Alexandre caiu de 6,1 para 5,8. Dos 24 serviços avaliados pelos eleitores, em 18 as notas em 2014 são menores do que no ano passado.
Uma das áreas mais sensíveis do governo, a Saúde, recebeu uma das piores notas na avaliação. Os constantes escândalos na Saúde, envolvendo oito mortes suspeitas na rede municipal, a existência de um esquema ilegal para o pagamento de horas extras inexistentes, espera por mais de cinco horas por atendimento e a falta de condições de higiene no Pronto-socorro Infantil refletiram diretamente na avaliação da população. A nota da Saúde passou de 5 para 4,1 (veja quadro ao lado). Outra área muito mal avaliada foi a de Festas. O cancelamento, pelo segundo ano consecutivo, da Expoagro, maior festa popular da cidade, ajuda a explicar a queda de 4,5 para 3,7. Também são as notas mais baixas já atribuídas a um serviço municipal desde que as pesquisas começaram.
Outra área importante que apresentou piora foi a Educação. No primeiro ano de Alexandre, a média alcançada foi de 7. Agora caiu para preocupantes 6,2; percentualmente entre as maiores quedas registradas.
Para os entrevistados, o desempenho do Executivo Municipal só avançou em três itens: manutenção de praças e áreas verdes, habitação e combate às voçorocas. Em outras três (coleta de lixo, saneamento e assistência social) ficou estagnado. A pesquisa foi realizada no período de 15 a 21 de dezembro. Foram ouvidos 400 eleitores com 16 anos ou mais, de todas as classes sociais e moradores de 10 bairros.
O prefeito foi procurado para comentar os números, mas não respondeu às perguntas. Por meio da Assessoria de Comunicação, enviou uma nota na qual afirma realizar pesquisas com os usuários dos serviços municipais, as quais tem servido de base para mudanças e adequações. “A Prefeitura considera relevantes as pesquisas de opinião pública e continua trabalhando, todos os dias, para levar serviços de qualidade à comunidade, inclusive, com avaliações e adequações necessárias aos programas e projetos em andamento”, diz a nota.
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