Líder não engole proibição na Saúde: ‘Passaram-me uma rasteira’


| Tempo de leitura: 2 min
A relação de quase subserviência entre o prefeito Alexandre Ferreira (PSDB) e a Câmara Municipal pode sofrer mudanças a partir do ano que vem. O comunicado interno assinado pela secretária municipal de Saúde, Rosane Moscardini, proibindo a entrada de vereadores, imprensa e órgãos sindicais nas unidades da rede sem a autorização dela ou do prefeito irritou boa parte dos membros do Legislativo francano. Um dos mais exaltados foi justamente o líder do governo e futuro presidente da Câmara Municipal, Marco Garcia (PPS). 
 
O comunicado circulou por todas as unidades na véspera de Natal sem que os vereadores fossem informados da medida. Em entrevista na manhã desta terça-feira ao Programa Hora da Verdade, da Rádio Difusora, Marco Garcia desabafou. “Na figura do líder do governo, fui desrespeitado. Na figura de presidente eleito, que assume a Câmara a partir do dia 1º de janeiro, fui desrespeitado. Para mim, esse comunicado é ditatorial”, disse.
 
Para ele, a atitude da secretária ao proibir o acesso dos vereadores é incoerente. “Lamento essa atitude infeliz da secretária Rosane. No mínimo, ela deveria consultar a Câmara. Como um vereador vai pedir autorização para fiscalizar? É de uma incoerência sem fim.” Ele ainda defendeu a independência entre os poderes e pediu respeito. “A Câmara não é uma extensão da prefeitura. Não dependemos do prefeito.”
 
Marco Garcia também demonstrou indignação com a falta de tato do governo Alexandre. “Sou o líder do governo. Trabalho com entusiasmo e afinco para articular e defender os projetos mais polêmicos. Mas agora, em um momento como este, não sou procurado. Por que não fui informado a respeito?”, questionou.
 
Para o vereador, as decisões de qualquer área da Prefeitura que envolvam a Câmara deveriam ser tomadas às claras. “As coisas, quando são feitas sorrateiramente, são um complicador para depois justificar o injustificável (...). Repudio veementemente essa atitude.”
 
Para ele, o episódio mostra o desrespeito com que o líder do governo é tratado. “O ato de negociar não é fácil. Mas não me furtei de exercê-lo. Para agora, num momento desses, não ser informado. Isso não é desrespeitar a figura do Marco Garcia, é desrespeitar o líder do prefeito. Passaram-me a rasteira.” 
 
Por fim, o próximo presidente da Câmara mandou um recado a Alexandre Ferreira. “2015 pode ser bom desde que as pessoas conversem. Porque, a partir do momento em que há apenas uma pista e não uma rodovia de mão dupla, fica complicado(...) Quero deixar bem claro que o vereador tem que ser respeitado, quer seja situação, quer seja oposição.”
 

Fale com o GCN/Sampi!
Tem alguma sugestão de pauta ou quer apontar uma correção?
Clique aqui e fale com nossos repórteres.

Comentários

Comentários