Na noite do último sábado, por volta das 22 horas, ao menos quatro carros da Polícia Militar se dirigiram para um endereço na Vila Tótoli, em Franca, após receber denúncia de que uma casa havia sido invadida por ladrões. A ação de uma vizinha, que acendeu luzes e ligou para o 190, o Centro de Operações da PM, e a chegada rápida dos policiais impediram que a casa fosse furtada.
Apesar do desfecho, os proprietários do imóvel contrariaram em muitos pontos a cartilha de orientações que a polícia costuma divulgar com cuidados ao viajar neste período do ano. Não comunicaram a nenhum vizinho que iam viajar, deixaram luzes o tempo todo acesas e o cadeado do portão principal está do lado de fora, dando todos os indícios de que a casa está vazia.
Para o capitão Max Wilson, chefe do Setor de Comunicação Social do 15º Batalhão da PM, de maneira geral os cuidados elementares que as pessoas devem ter ao deixar seus imóveis vazios incluem não divulgar no bairro qualquer notícia de que irá viajar ou quantos dias ficarão fora.
O ideal, diz o oficial, é procurar por dois vizinhos de confiança e dizer a eles as datas de saída e de retorno. Famílias que viajam poucas vezes se atentam para o fato de que jornais e revistas que assinam poderão chegar dentro do período de ausência. O acúmulo dessas publicações na garagem ou à vista de qualquer pessoa também indica imóvel vazio. Pedir que a entrega seja suspensa ou que alguém próximo e confiável as recolha são as orientações da PM.
Em relação ao trabalho dos guardas noturnos, o policial recomenda que a contratação desse tipo de serviço só deve ser feita se houver comprovante de treinamento específico do profissional e autorização da Polícia Federal, responsável por sua liberação.
Outro aspecto destacados pelo capitão Max diz respeito ao serviço de monitoramento eletrônico e alarmes, que pode oferecer a ronda, desde que previsto em cláusulas contratuais. Avisar ou não a empresa contratada de que o imóvel ficará vazio deve ser uma decisão tomada com base no tipo de contrato firmado.
Condomínios e prédios
No caso de condomínio ou prédios de apartamentos, o capitão Max Wilson disse que seja qual for a medida de segurança escolhida, ela deve ser difundida entre os moradores para que todos tenham ciência, sob pena de perderem eficiência. É importante um sistema de segurança com iluminação em todas as entradas, luzes e câmeras nos principais pontos do condomínio e alarmes em centrais de monitoramento. “O acesso de estranhos deve ser precedido de identificação de todas as pessoas, confirmação e identificação visual de visitas antes de sua entrada e a existência de uma área de recebimento de materiais que impeça o contato e a entrada de estranhos”, disse ele.
Os funcionários devem ser alertados para os diferentes expedientes usados pelos ladrões e devem estar capacitados para tomar providências quando necessário, como ligação emergencial para a polícia, agências de segurança e acionamento de sistemas de alarme.
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