Morreu o agricultor e pecuarista Vicentinho Pucci Netto


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Vicentinho Pucci Netto,  que  tinha 67 anos, morreu no dia 26 de dezembro
Vicentinho Pucci Netto, que tinha 67 anos, morreu no dia 26 de dezembro

Morreu às 5h45 do dia 26 de dezembro, na Unidade de Tratamento Intensiva do Hospital Albert Einstein, de São Paulo, o respeitado contabilista, agricultor e pecuarista Vicente (Vicentinho) Pucci Netto, aos 67 anos. Esteve internado por quatro meses para tratamento de câncer diagnosticado ao início do segundo semestre deste ano.

Filho do ex-vereador e agropecuarista Bernardino Pucci e Zuleika Lima Pucci, irmão dos não menos conhecidos Vicente Orlando, Ana Thereza, Antônio Gabriel, Maria Auxiliadora, Zuleika Maria e Bernardino Pucci Filho, Vicente se formou contabilista para atuar na gestão financeira das atividades rurais com café e leite das várias propriedades da família em Franca e São José da Bela Vista. Foi, como disse sua filha Daniella ‘braço direito de gestão financeira de meu avô’. Em certa época, seu pai Bernardino foi procurado pelo engenheiro agrônomo já falecido, Orlando Silveira, para participar da criação de cooperativa entre proprietários de sítios e fazenda da região, para a implantação de eletrificação rural. A indicação do nome de Vicentinho para encampar a ideia e implantá-la, ocorreu num piscar de olhos.

Surgia a Cerfran (Coope- rativa de Eletrificação Rural de Franca e Região), entidade que contribuiu fortemente para a eletrificação rural regional e, por extensão, para a modernização e prosperidade que disso resultou. Vicentinho considerava a cooperativa sua ‘menina dos olhos’ e dela cuidou por 31 anos. Foi seu primeiro e único presidente. A Cerfran, segundo sua família, ‘batalhou por direitos dos proprietários rurais e conquistou benefícios antes dela impossíveis de serem alcançados. Deixou de prestar serviços quando sua razão de ser foi encampada pela ampliação da atuação da CPFL Paulista’. Paralelamente ocorreu a morte de Bernardino Pucci. A Fazenda São Vicente, em São José da Bela Vista passou a ser administrada por Vicente e dois de seus irmãos, associados, dedicada à cafeicultura e à cultura da cana de açúcar.

Deixou viúva Joyce Pucci, com quem teve 34 anos de enlace e uma filha, Daniella, cirurgiã dentista que clinica em Franca. Em seu velório, realizado no São Vicente de Paula, a quantidade de coroas póstumas demonstrou o largo circulo de relacionamento conquistado por Vicentinho durante a vida. Não havia quem não se recordasse de seu jeito alegre e brincalhão de ser — Daniella se lembrou da eterna brincadeira dos amigos e familiares que rendeu ao pai o apelido de ‘Tio Tlim’, baseado na forma de pronunciar os ‘erres’ que ele tinha. Suas qualidade de ‘pai presente, amigo com quem se podia contar — familiares e funcionários encontravam nele o ponto de equilíbrio capaz de dar solução para problemas, fossem quais fossem —’, foram ressaltados também pela filha.

Daniela, emocionada, também falou sobre o cuidado que o pai sempre teve com ela, jamais permitindo que se visse como filha única. ‘Sou muito grata a ele. Ensinou-me a andar com os próprios pés, batalhou para que me formasse e tivesse profissão, fosse independente. Aliás, quem o conheceu, sabe que se dedicou a ensinar às pessoas que é possível se dar bem por méritos próprios. Tenho e continuarei tendo, para sempre, muito orgulho dele”.

O sepultamento, sob cuidados da Funerária São Francisco, aconteceu no Cemitério da Saudade ontem, dia 27. A foto que ilustra este necrológio foi, segundo Daniela, escolhida por ele para acompanhá-lo ‘quando morresse, e que, se tudo continuasse correndo como sempre correu, jamais seria usada’. Não se deu com ele gostaria. Vicentinho perdeu a luta para um câncer não sem antes brigar muito por outra vitória como fez durante toda a vida. (Luiz Neto)
 

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