Antes da invenção do telescópio, os cometas espantavam as pessoas. Eles pareciam vir do nada no céu e gradualmente desaparecer de vista. Eram normalmente considerados mensageiros anunciando o nascimento de profetas, a morte de reis ou nobres, de desgraças por vir, ou de algum bom acontecimento. Também eram interpretados como ataques de seres celestiais contra os habitantes da Terra. De fontes antigas, sabe-se que suas aparições foram notadas pelos humanos por milênios.
Em 1577, um cometa brilhante permaneceu visível por vários meses no céu. O astrônomo dinamarquês Tycho Brahe usou medidas da posição do cometa feitas por ele e outros observadores, geograficamente separados, para determinar que o cometa deveria estar pelo menos quatro vezes mais distante da Terra do que a Lua.
Um registro bem mais antigo é a aparição do cometa Halley numa tapeçaria de 1066. Muita gente acredita que o cometa seja uma estrela. Não é. Um cometa tem estrutura de gelo e ao passar nas proximidades do Sol, forma-se um feixe de gases que parece uma cauda. Nos presépios é comum representar no céu um cometa como se fosse uma estrela com cauda. Ele teria sido um sinal indicativo do nascimento de Jesus . Os judeus esperavam há séculos a vinda de seu salvador, o que seria sinalizado pela presença de uma estrela com cauda atravessando o firmamento.
Cientificamente, o cometa é formado por um núcleo de gelo e uma espécie de nuvem em volta do núcleo chamada “coma”. Essas duas partes formam a cabeça do cometa. A cauda é dividida em três partes, uma que fica bem no centro, junto à cabeça, e outras duas que ficam um pouco descoladas para os lados, e são constituídas por gases, fragmentos sólidos e partículas de pó, o que faz lembrar uma longa cabeleira.
Os cometas costumam receber nomes. Conheça alguns que se tornaram famosos: Kokoutec, Hyakutake, Mueller, West, Hale Bopp e Halley.
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