Polícia descobre autores, mas não sabe quem é vítima de crime


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Perito caminha em pasto nas proximidades de Itirapuã no domingo, logo após corpo ser encontrado
Perito caminha em pasto nas proximidades de Itirapuã no domingo, logo após corpo ser encontrado
Em ocorrências de homicídio, muitas vezes é normal saber quem é a vítima e não ter a menor pista dos assassinos. Em Itirapuã, acontece exatamente o contrário. A Polícia Civil chegou a dois menores e atribui a eles o bárbaro crime ocorrido na cidade. 
 
Dois adolescentes de 17 anos, sendo um morador em Franca, foram vistos comprando gasolina em um posto de Itirapuã, por volta das 23 horas de sábado. Ambos foram flagrados pelas câmeras de segurança do local. Levados à delegacia, um deles confessou o crime e disse que o comparsa o ajudou. Este, por sua vez, negou a participação.
 
O primeiro declarou aos policiais que eles estavam em um churrasco em uma “biqueira” de drogas, perto do pasto em que o corpo foi encontrado e que brigaram com a vítima após terem ficado bêbados. Ele não explicou o motivo da briga e disse que conheceu a vítima apenas naquele dia. Ele se chamaria Cristian, mas sua origem é indeterminada. Como não houve flagrante, o adolescente e o amigo foram liberados após prestarem depoimento. 
 
No entanto, se o inquérito com a autoria está próximo de ser finalizado, o mistério segue em relação à identidade do cadáver. 
 
O corpo do desconhecido foi encontrado parcialmente queimado em um pasto na zona rural do município domingo à tarde. A vítima levou golpes de faca e outro material duro na cabeça e pescoço. Havia sangue na vegetação a cerca de 300 metros do corpo, além de outras marcas que indicavam que o homem teria sido arrastado. Ninguém passou pelo IML (Instituto Médico Legal) de Franca para fazer a identificação. O morto tem várias tatuagens, entre elas, o rosto de uma mulher no ombro e a palavra “família” no braço. A Polícia Civil continua as investigações para apurar se mais gente participou do crime e descobrir quem morreu. 
 
 
 

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