A ceia de Natal está mais cara esse ano em comparação ao ano passado. Os preços médios de 13 produtos consumidos nesse período subiram 13,8%, conforme aponta pesquisa realizada em conjunto pela Acif (Associação do Comércio e Indústria de Franca) e o Ipes (Instituto de Pesquisas Econômicas e Sociais), vinculado ao Uni-Facef.
Além da constatação de que os preços estão mais altos, o estudo ainda aponta variações muito grandes entre o valor cobrado por um mesmo produto em estabelecimentos comerciais de Franca.
A maior disparidade ficou com a castanha do Pará, cujo quilo pode tanto ser encontrado a R$ 25,20 como a R$ 7,56, numa diferença de 233%. Outros produtos, como a lata de pêssego em calda, com 440 gramas, apresenta diferença no mercado de até 127%, enquanto o quilo de nozes sem casca chega a 141%.
Se todos os produtos fossem adquiridos pelo menor preço, quem se dispusesse a pesquisar em pelo menos 12 estabelecimentos diferentes gastaria R$ 86,58. Na outra ponta, com os preços apurados mais para cima, o gasto pelos mesmos produtos e quantidades seria de R$ 149,59.
De acordo com a coordenadora da pesquisa, Melissa Franchini Cavalcanti Bandos, a pesquisa foi feita nos dias 7 e 8 de dezembro e mostra uma diferença significativa de um ano para outro. Diferente de outras apurações feitas pelo Ipes, a realizada com produtos típicos do Natal não foi submetida a comparações com outras cidades.
O trabalho realizado pelo Ipes e Acif também levou em conta os preços pelos frios e carnes mais consumidos nessa época. Foram analisados, entre outros, o chester, com preço médio de R$ 13,61 (quilo) e variação nos pontos de venda de até 20,4%. O quilo do peru foi o que menos variação apresentou, em torno de 0,8%, enquanto que a pernil suíno pode chegar a custar até 73,7% a mais em um estabelecimento que em outro.
O último levantamento apresentado pela pesquisa mostra uma espécie de intenção de quanto o consumidor francano pretende gastar neste Natal. Do total de entrevistados, 17,8% disseram que não pretendem ou não vão gastar com as festas. O restante, 82,2%, apresenta comportamentos diferentes.
Perto de 25% devem abrir a carteira sem se preocupar, já que disseram que vão gastar o que for necessário. Para outros 5%, as compras não passarão de R$ 50.
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