Informa a mídia que no Brasil e no mundo, surge um renovado entendimento sobre o feminismo. As próprias mulheres parecem encarar sob um novo enfoque as ‘feministas de carteirinha’.
Reconhecem importantes as atuais conquistas femininas, mas, defendem que a mulher se atribua os mesmos direitos e deveres do homem, sem, contudo, igualar-se ao ele, para valorizar-se como mulher.
O fato de exercer funções femininas, como tarefas no lar, não significa que esteja diminuída. E dizem, ainda, que ela não deve trocar sensibilidade e recato pelo nivelamento com modos masculinos.
Os espíritas sabem que, antes de sermos homens ou mulheres, somos a sua essência espiritual, que escolhe reencarnar num ou noutro sexo, segundo as particulares necessidades evolutivas.
À questão número 200 de O Livro dos Espíritos — os espíritos têm sexo? — os Luminares da Espiritualidade respondem: ‘Não como o entendeis, pois os sexos dependem do organismo...’
Já na questão 202 da mesma obra, esclarecem que ‘isso pouco importa ao espírito (reencarnar no corpo de homem ou de mulher)’, e conclui: ‘Ele escolhe segundo as provas que deve suportar.’
É preciso, contudo, considerarmos que no mundo espiritual, aqueles que, por força da carga psíquica que ainda conservam, mantêm a morfologia da última encarnação. É assim que, frequentemente, se manifestam entre nós.
Portanto, antes que emprestemos relevância ao sexo a que pertencemos, é relevantemente imperioso considerar que somos, todos, essencialmente iguais.
Respeitemos as funções que nos atribuem as particulares características morfológicas, dando-lhe digno cumprimento, como nos solicita a Providência, o que, com certeza, legitima ao sexo feminino a busca e a defesa dos seus direitos legais e naturais, se envilecidos por desconsideração do homem.
Felipe Salomão
Bacharel em Ciências Sociais, diretor do Instituto de Divulgação Espírita de Franca
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