Falência moral


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Há revolução silenciosa acontecendo. Não é a da aglomeração de pessoas nas ruas. Não está nas redes sociais mas precisa ser detida! Ocorre no íntimo das pessoas de bem e pode decretar o fim da ética. Minha decência começa a me incomodar. Pergunta-me se não é melhor ser indecente. Preciso ser forte para resistir. Vemos, por todos os lados, gente advogando o indefensável como se fosse decente e natural. Esta cada vez mais difícil discernir se eu estou certo ou eles é que estão. 
 
A bola da vez é vigilância e enquadramento da imprensa. O Congresso não aprovou, mas está nas ruas. O Diário da Região (de Rio Preto) e seu jornalista Allan de Abreu que o digam: o juiz Dasser Lettiére Júnior, da 4ª Vara Federal da cidade determinou quebra de sigilo telefônico deles para identificar fonte de reportagens sobre operação da Polícia Federal que desbaratou esquema de corrupção na Delegacia de Trabalho local. Liberdade de imprensa é protegida por preceito constitucional. Sem ela o país não saberia do corrupção que grassaneste grande país. Veríamos apenas o apregoado paraíso brasileiro dos discursos políticos. Não fosse o jornalismo responsável da mídia séria e independente  aí incluídos os jornais integrados à APJ (Associação Paulista de Jornais) – o Diário de Rio Preto e este Comércio entre eles -, quanto dos escândalos que nos envergonham teriam sido conhecidos?
 
Como tenho dito, homens bons estão calados, amedrontados, envergonhados. Caminhamos rumo à falência moral, pois cresce o número de brasileiros que querem dinheiro fácil, que caia do céu por descuido. Funciona por reflexo:  se o outro enriquece sem se esforçar, por não eu? Não há outra forma de resgatar credibilidade e decência perdida sem mandar paa a cadeia todos os bandidos que têm assaltado e espoliado o Brasil, bem como os que garantem que isso se dê impunemente; se não cuidarmos para que cumpram cada dia do tempo de apenação sem benefícios, será o fim. 
 
O mundo nos observa. Aguarda que o povo brasileiro finalmente se decida. Somos Dilma, somos Aécio, somos nem um e nem outro?A divisão só interessa a bandidos. De verdade, temos que decidir se queremos ser sérios ou espetos...  
 
Fim de Ano I: A vice-presidente Maria Inês Archetti e a gestora de marketing e eventos, Corina Gomes Silva, da Apae estiveram no GCN agradecendo apoio do grupo à causa e entregando mimos feitos pelos alunos da instituição aos diretores Sônia Machiavelli e Corrêa Neves Júnior, e a mim.  Tiago Faggioni Bachur e Fabrício Vieira, advogados especialistas em Direito Previdenciário articulistas deste Comércio também visitaram nossa sede, desejando boas festas a nosso pessoal. 
 
Fim de Ano II: Alex Chagas, gerente da Estrutural, empresa ligada à Francal, telefonou de São Paulo desejando ‘ano diferente deste  que não deixa saudade’. Estive com Renato Raimundo, da Stickfran, empresário do ano 2013 na festa de confraternização de sua empresa. É empresário diferente. Demonstra nos olhos o valor que dá a amigos e funcionários. Merece a paixão que seus contratados lhe dedicam e o sucesso que alcança. 
 
Fim de Ano III: O presidente da Associação Samaritanos, Moraes, e a coordenador do posto do CVV local, Ana, me receberam em evento da entidade. Dentre jovens plantonistas e experientes que se dedicam a ouvir quem precisa, reencontrei Alcino, da primeira turma de 1982, de volta à atividade. 
 
Fim de Ano IV: Hosana e Léo Medeiros, ‘boleiros’ francanos, são apaixonados pela rádio Difusora. Estiveram na emissora distribuindo seus disputados panetones. Nossos comunicadores vibraram. É bom saber que o rádio resiste, e resistirá sempre. 
 
Luiz Neto
jornalista, radialista, editor de Opinião - luizneto@comerciodafranca.com.br
 
 

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