Os acusados de integrarem a organização criminosa especializada em falsificar agrotóxicos sofreram nova derrota no fim da tarde de ontem. A Justiça negou todos os pedidos de liberdade feitos pela defesa. Com a decisão, a não ser que um improvável habeas corpus seja concedido durante o recesso pelo TJ (Tribunal de Justiça), os 22 presos vão passar as festas de fim de ano atrás das grades do CDP. Com o Poder Judiciárioem recesso, os prazos estão suspensos até 6 de janeiro. Neste período, o plantão se destinará exclusivamente ao processamento e à apreciação de medidas urgentes e a outras necessidades relativas a serviços inadiáveis.
A manutenção das prisões foi comemorada pela Polícia Civil e pelo Ministério Público. “Não houve nenhuma modificação na situação jurídica dos acusados que justificasse a soltura. Os requisitos que levaram os integrantes da organização criminosa à prisão permanecem. A decisão da Justiça mostra que as provas produzidas são convincentes”, disse o promotor Rafael Piola.
Por outro lado, embora não concorde com a decisão, a defesa dos acusados disse que já esperava pelo indeferimento do pedido. “Para nós, não foi surpresa, tanto é que ontem (quinta-feira) já ingressamos com dois pedidos de habeas corpus no TJ. Em Franca, nossos clientes já foram julgados e condenados pelo Ministério Público e Justiça”, disse o advogado Reginaldo Carvalho.
O defensor admite que será difícil conseguir uma decisão favorável durante o recesso. “As chances são pequenas, mas vamos continuar tentando até o fim. Se preciso, vamos a Brasília. Há muitos inocentes presos. Se há eventuais culpados, que peguem pena justa, mas inocentes devem ser absolvidos. É muito triste ver o que está acontecendo em Franca”, finalizou.
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