Os brasileiros devem se preparar para novas ‘facadas’ em seu orçamento no ano que vem, ainda no início do segundo mandato da presidente Dilma Rousseff (PT). A nova equipe econômica do Planalto, comandada por Joaquim Levy, já desenha uma série de medidas para reverter o verdadeiro rombo nas contas públicas e todas elas passam pela sangria no orçamento do contribuinte brasileiro, que já financia uma inchada máquina pública e os programas sociais dos quais Dilma Rousseff e sua equipe se orgulham. Embora o brasileiro seja submetido a um dos mais perversos sistemas tributários do mundo, que atinge a renda, os serviços e o consumo, agora terá ainda mais motivos para se preocupar porque 2015 vai ser bem mais oneroso.
Além dos aumentos tradicionais que incidem no início do ano, como IPTU (Imposto Predial e Territorial Urbano) e IPVA (Imposto sobre a Propriedade de Veículos Automotores), logo em janeiro as tarifas de energia elétrica deverão subir também, diante da pressão das distribuidoras junto ao governo. O Planalto ainda deve vetar o reajuste de 6,5% das alíquotas do Imposto de Renda (Dilma & cia. defendem 4,5%, o que faria com que mais assalariados passem a contribuir com o Fisco). Muito além deverá vir por aí, como os retornos da CPMF (Contribuição Provisória sobre Movimentação Financeira), para auxiliar no financiamento da Saúde Pública, e da Cide (taxa embutida no preço da gasolina, que deverá ser majorada por causa do tributo). Tudo isso para equilibrar as contas públicas. O ano vai fechar sem que a meta fiscal seja atingida, o que só deve ocorrer através de instrumento aprovado pelo Congresso, livrando o governo federal de cumprir a LRF (Lei de Responsabilidade Fiscal) e de todas as suas consequências.
Como se pode ver, tudo aqui no Brasil explode no bolso do contribuinte, em tese os empresários e trabalhadores. Enquanto isso, não se mexe na máquina administrativa inchada pela nomeação de ocupantes de cargos comissionados. Os quase quarenta ministérios também serão poupados, o mesmo ocorrendo com Câmara dos Deputados e Senado Federal. Aliás, os salários da presidente, de ministros e do Poder Judiciário já estarão reajustados. Os integrantes do Congresso Nacional que tomarem possem em 2015 também terão vencimentos reajustados, o que certamente vai gerar um efeito cascata que deve atingir até as Câmaras de Vereadores de todo o País.
No final das contas, estaremos todos nós pagando por isso: pelo descontrole do governo, que gasta mais do que arrecada; e do custo dos entes públicos que, além dos salários têm ainda uma série de vantagens não estendidas ao trabalhador comum. Como tudo aqui acaba sendo financiado pelo bolso do contribuinte, o desfalque no orçamento familiar continuará crescendo e será maior no ano que vem, sem que haja qualquer movimentação no sentido de se reduzir a máquina pública ou de uma ampla reforma fiscal, mais justa e menos sufocante para a classe trabalhadora.
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